23/03/17

NA SERRA ALTA - Apostasia e Não Culpabilidade

Juízo Final

"Mas o cismático, o herege, e o apóstata embora distintos parecem convergir cada vez mais; há que contar ainda com a especialíssima ignorância produzida pelas ideias erradas (nos nossos dias a sociedade tem-nas como boas, ou inquestionáveis - não é uma ignorância do não saber, mas sim do saber errado). Entre os mais correctamente instruídos, uns apostatam ao aceitar publica e formalmente ideias que ferem ou contrariam à pureza da Fé e moral; Entre os mais incorrectamente instruídos, uns são de graves erros que deveriam ser chamados de grandes hereges, sem o serem culpavelmente. De uns a outros, piores os primeiros, é certo. No fenómeno [considera aqui os católicos quanto ao estado de necessidade da Igreja Católica actualmente], o grupo de cismáticos é na verdade inexistente, ou, se existe vem do lado menos esperado: os que visivelmente não seguem a mesma interpretação doutrinal conforme os Papas a tiveram antigamente, porque na verdade são apoiantes de como que outra Igreja em posição."
(na serra alta - J. Antunes)

22/03/17

"A VERDADE" - II - O Ignorante Avilta, e Não Define o Homem

II
 
O Ignorante Avilta o Homem, Porque o Não Sabe Definir
 
Muitos génios, para se mostrarem Filósofos [Iluminismo], no século que expirou, com a mira de apagarem a ideia de Deus, que é por si mesma indelével, procuraram degradar o homem, aviltá-lo, e confundi-lo com os animais tão diversos da sua espécie. Disseram que era uma pura quimera a liberdade [verdadeira liberdade], a espiritualidade, e a imortalidade da alma. Aos olhos destes orgulhosos o homem não é, mais que uma porção de matéria organizada, a qual vive, sente, e pensa em virtude de sua mesma organização. Entre o homem e o bruto, que os distinga mais, do que o do maior, ou menos instinto. Quando a organização se desconcerta, e destrói, e cessa sua actividade, cessam então as operações do homem. Então deixa o homem de existir, e depois dele não fica mais, que um confuso resto de matéria. Quem se não sente abrasar de indignação, e cólera escutando máximas tão extravagantes? Eis-aqui a nova Filosofia empenhada em fazer que o homem seja um bruto, a despeito de íntimo sentimento, que a todos faz conhecer a própria imortalidade. Filósofos rivais de Circe: sonharam os Poetas que esta Fada, filha de Jove, mudara a Scylla num monstro marinho, e os companheiros de Ulisses em várias espécies de animais imundos. Antes sofrermos esta metamorfose, observemos se naturalmente conste que a alma seja livre, seja espiritual, e seja imortal. Para chegarmos à demonstração mais fácil desta verdade, não abusando da razão, examinemos como se haja definido o homem em estado natural. O homem nasceu para a sociedade, e não para os bosques, e foi destinado a viver com os seus semelhantes, não de qualquer maneira, mas em ordem, em tranquilidade, em comércio: todos os socorrem em suas precisões, como ele tem também a índole, e a tendência de socorrer os outros.

Se a sociedade foi sempre um caracter essencial à humanidade, com razão se devem chamar desumanos pensadores aqueles, que se fingiram o homem material, e só superior aos brutos pela capacidade, e sociável por conveniência, ou por convenção de encontrar um repouso ideal! Imaginar homens selvagens, é supor seres degenerados do natural instinto de homem, que vivem contra a sua destinação; homens, que são a ruina, e degradação da espécie humana, mas que o simulacro vivente de sua infância. Séneca, indignado contra os que loucamente filosofando sobre a natureza do homem o aviltavam para o definir, e o comparavam ao bruto; Tirai, lhe diz, a sociedade, vós destruireis a ideia que temos da sapiência, e santidade do Criador, nem se podem combinar de modo algum com a ideia que temos da sua bondade. Que deverá pois dizer a Revelação para satisfazer o humano entendimento? Eis aqui como se explica: Se o homem é tão infeliz, é preciso dizer que há algum delito, que o torna culpado desde seu nascimento, e que haja viciado sua mesma origem, e pelo qual seja condenado aos diferentes géneros de penas, e misérias, a que se chora sujeito. Sem isto não se conheceria a bondade do Criador. Não é mais que o Dogma do pecado original, que nos subministre o meio de resolver tão grande dificuldade. A razão nos subministra luzes para presumimos este dogma, e a revelação o desenvolve clarissimamente. Deus criou o homem recto, e num estado de natureza sublimada pela graça; a inocência, justiça, e isenção de todos os males teriam sido suas propriedades: este homem assim enobrecido desobedeceu a Deus pelo pecado, e nenhum instante se corrompeu a natureza. Fica envolto na ignorância, fica assaltado da fraqueza, e enfermidade; teve nele preponderância a inclinação ao vício, e foi estipêndio de seu pecado a mesma morte, a que ficou irrevogavelmente sujeito. Desta arte a Fé instrue a razão, e amestrando o Filósofo, lhe ensina a resolver as dificuldades, que em vão com o próprio entendimento procuraria destruir.


(índice da obra)

21/03/17

HARMONIA POLÍTICA DOS DOCUMENTOS DIVINOS - Ao Príncipe

AO PRÍNCIPE NOSSO SENHOR
 
Sereníssimo Príncipe

O zêlo de servir a Vossa Alteza Real copiou esta Política do exemplar Divino: o governo dos Senhores Reis Portugueses se ofereceu logo Harmonia, e demonstração de sua verdade; e cuidava eu que inculcaria a V. A. Real um feliz estudo nas acções dos Monarcas seus avós, que nem podem ser imitadas senão por um Herói, nem pode haver Heróis sem que as imite; pelo que V. A. se dignaria de tais Mestres, e eles se gloriariam de tal Discípulo. Mas já quando lhe apresentei esta obra manuscrita, sabia V. A. Real da infância quanto se aprende na idade perfeita: parecendo que inventara, não que estudara esta ciência; e assim o que eu dedicava a Instrução, ficou sendo retrato de V. A. Se todos os Príncipes tivessem a boa fortuna de ver o Original, fora supérflua esta pintura: mas onde o sol não pode chegar, é necessário que se acendam tochas; permita V. A. R. que os ausentes aprendam desta impressão o que os presentes aprendem de sua vista; e veja-se que seu glorioso pai segura felicidades a este Reino também para depois de si: preparando um herdeiro a quem tão perfeitamente instruiu, e que tão perfeitamente o imita. Se V. A. fora dotado de menos modéstia, e eu tivera mais eloquência, mostrara este livro com particularidade no acerto de suas acções o infalível desta Política; mas, porque me fora tão difícil relata-las, como a V. A. Real permitir-mo, justifico minha omissão com seu gosto: e quero esta vez escrever antes com lisonja, que com Justiça. Guardo-a somente em dedicar este meu trabalho ao entendimento, não à fortuna de V. A. Real: pois, ainda que em sua pessoa Sereníssima seja tudo objecto de veneração, mais podem suas virtudes que sua grandeza. Não escreveu só por lição, ou só por experiência: mas juntamente pelo que li e pelo que experimentei; nas  embaixadas que tive a meu cargo vi e pratiquei os negócios mais graves que em Europa se ofereceram nestes onze anos depois da Restituição de Sua Majestade a sua Coroa; anos mais notáveis que muitos séculos. Se com tudo (como reconheço) estes escritos não têm outro preço senão do assunto, a que a pena pior cortada não poderá deslustrar, ainda assim merece que V. A. lhes ponha os olhos; e eu tivera por glória trabalhar toda a minha vida, por lhe agradar um só momento. A de V. A. Real guarde Deus, para bem da Religião: aumento de Portugal: crédito de sua fama; que será inveja, e admiração a todos os Príncipes

António de Sousa Macedo.

(a continuar)

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCVIII

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCVII

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCVI

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCV

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCIV

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCIII

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCII

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXCI

20/03/17

VISITAR PORTUGAL - Paúl (IV)

(anterior, Monsaraz)

Em tempos de Estado Novo, Paúl e Monsanto foram consideradas as aldeias mais portuguesas de Portugal.
 
A nossa "Visitar Portugal" conta apenas com vistas aéreas. Contudo, a importância do Paúl é de tal forma representativa que queremos colocar este vídeo no dia da Festa de S. José (um dos patronos do blog ASCENDENS); pois, o nosso blog deve também ao Paul (que se saiba).

(recomendação: para melhor visualização, não amplie a tela do vídeo)
 


(a continuar)

Gregoriano - TE, IOSEPH, CELEBRANT


19/03/17

Índice - HARMONIA POLÍTICA DOS DOCUMENTOS DIVINOS



ARMONIA POLITICA
Dos documento Divinos com as
conveniências d'Estado.
 
EXEMPLAR
DE PRINCIPES

No governo dos gloriosíssimso
Reis de Portugal
 
Ao Sereníssimo Príncipe
DOM TEODÓSIO
nosso Senhor.
 
Por António de Sousa de Macedo
 
1651
 
 
 ____ /// ____
 


- Ao Príncipe Nosso Senhor Sereníssimo Príncipe
- Sumário
- Erratas
- Introdução
- Sumo Preceito ao Príncipe; Justiça

I PARTE - Da Justiça pada com Deus
I - Religião (a, b)
II - Boa Intenção (a, b)

II PARTE - Da Justiça Para Consigo
I - Reputação (a, b, c)
II - Verdade (a, b)

III PARTE - Da Justiça Para Com o Próximo
I - Justiça em Adquirir
II - Justiça Comutativa
III - Clemência
IV - Justiça Distributiva
V - Liberalidade
VI - Afabilidade
VII - Fortaleza
VIII - Moderação
IX - Ministros
X - Resolução, e Execução
XI - Conclusão etc.

DIA DE S. JOSÉ

DIA DE S. JOSÉ
(2017 - festa passa para o dia seguinte)

18/03/17

VISITAR PORTUGAL - Monsaraz (III)

(anterior, Guimarães)

Monsaraz, aldeia do sul, no Alentejo, é uma aldeia que atravessa o tempo...



(a seguir, Paul)

17/03/17

DUBIA DUBIA DUBIA DUBIA DUBIA ...


- Dia 5 de Fevereiro publicámos o "Diálogo Com o Cardeal Burke" que estabelece uma ponte entre a colocação da "dubia" e aquele contrastado argumento relativo à suposta incorrecção de pedir a Roma o reconhecimento do engano ao aplicar as excomunhões aos 4 Bispos da FSSPX: "Roma não se retrata", dizia-se fora de Roma (portanto, que não valeria apenas pedir ou esperar tal de Roma).
 
- Três dias depois o Instituto Bento XVI publicou um artigo que dizia que o Card. Burke tinha desistido da "dubia", dando o motivo: não haver real necessidade, que outras coisas mais  importantes havia a tratar (creio que La Stampa o mesmo tinha publicado). Na caixa de mensagens do nosso artigo, um anónimo comentou: "3 dias depois deste artigo [ascendens] sair, o Card. Muller veio dizer que não haverá correcção ao Papa. É estranho, parece que andaram a ler aqui o artigo."
 
- A Ecclesia Dei quer juntar a FSSPX sem mudança de certas condições...; as suas gentes por todo o lado publicam antecipadas notícias da eminência da Prelatura, tudo farão para evitar um recuo ou demora desta "integração", supostamente.
 
A "dubia" ...!? Oh... era doutrinal...

15 de MARÇO - AGIOLÓGIO LUSITANO (II)

(continuação da I parte)
 
D. João II
f) No Dominicano convento de Azeitão, se perpetua a lembrança do Pe. Fr. Luís da Cunha, irmão do Camareiro mór DelRei D. João II que renunciando às honras, e postos do mundo, se consagrou ao divino serviço na religião dos Pregadores. Este fez tais progressos na virtude, os anos que viveu nela, que chegou a ser um non pusultra de humanidade, exercitando-se sempre nos mais baixos ofícios, e abatidos actos da comunidade, tendo por honra grande, andar de porta em porta, pedindo esmola, e o mais, que era necessário para sustento dos religiosos das casas em que morava, trazendo às costas tudo o que devotos lhe davam, com muita alegria. E posto que era dedicado, e de fraca compleição, por maior, e mais pesada que fosse a carga, e o lugar donde trazia distantíssimo, a ele lhe parecia sempre muito pequena, leve, e o caminho brevíssimo. Morando uma vez em Benfica, sucedeu vir da esmola do vinho mui cansado, a tempo que se achava ali o dito Rei com toda a Corte, que se não quis ir sem o ver. E aquele que dante era dos mais briosos, que entravam em palácio, não no perturbando agora a presença Real, entrou confiado com odre quase cheio aos ombros, de que se edificou muito ElRei, e os fidalgos ficaram todos admirados, seu irmão tão envergonhado, e corrido, que soltou contra ele algumas palavras descompostas, que foram mui estranhadas. Mas o bom Padre com os olhos no chão, e uma paz de alma, lhe respondeu: Irmão meu mais prezo a mercê, que Deus me fez, em chegar a servir humildemente tão santa gente, como nesta casa mora, do que vós podeis estimar, de mais do serviço do Rei da terra, todos os faustos, e grandezas da Côrte, que lograis. Disse então ElRei D. João (como prudente, e santo): Sabeis Pe. Fr. Luís, que obra é esta, que quero que partais comigo do merecimento dela. Chegando logo ao odre, aplicadas suas reais mãos, lho ajudou a levar da Portaria até à Adega. Honrando com este heroico acto de humildade a religião, abatendo a soberba, e vaidade humana. Nestas obras, e noutras semelhantes o achou a morte ocupado, alcançando por tão soberanos meios a salvação, pois esta o trouxe ao seguro porto da religião.
 
- do comentário:
O mosteiro de N. Senhora da Piedade [ver também aqui] de Azeitão da Ordem dos Pregadores, na diocese de Lisboa, fundou-se por ocasião do grande estrago, que fez a peste em Portugal, reinando D. Duarte. Foi o caso, que um vassalo seu, chamado Estêvão Esteves, Cavaleiro rico, e bem herdado, discorrendo pela memória o fim incerto de tantas almas, quantas acabaram ao desamparo na frágoa daquele mal tratou de renunciar as mundanas pompas, e fazer a Deus, e à dita Religião herdeiro de todos seus bens, edificando um convento, em que se consagrasse ao divino serviço. Comunicados tão pios, e generosos intentos com sua mulher, ela como virtuosa, houve mister pouco para a persuadir. Dada conta então ao religioso Pe. Fr. João de St. Estêvão, Confessor da Rainha D. Leonor, lhe pareceu de rosas, o qual fazendo logo saber a ElRei D. Duarte, prometeu o necessário para a obra. E como se não podia efectuar sem pública doação, a fizeram os ditos casados de mão comum a 15 de Setembro de 1434 por virtude da qual tomou logo posse o Prior de Benfica Fr. Mendo. Fez-se a fundação em uma Quinta do Dotador, a que se lançou a primeira pedra, dia de N. Senhora do Ó, do ano seguinte, presentes os mais autorizados Padres da Observância: ficando a obra correndo dali em diante por conta da fazenda real, a que ajudava com particulares esmolas a Rainha, dando-se tal pressa à fábrica, que em breve avultou muito. Os primeiros, noviços foram o dito fundador Estêvão Esteves com dois filhos, e um sobrinho. E sua mulher Maria Lourenço com duas filhas (à sua imitação, e exemplo) entraram no mosteiro do Salvador de Lisboa. Mas enquanto se trabalhava, no que era pedra, e cal, não se descuidava o novo Prior do edifício espiritual, porque não só ia, mas mandava seus frades pelos lugares, e aldeias vizinhas, a doutrinar, e ensinar aos rudes o caminho da salvação. Neste tempo morreu ElRei D. Duarte apressadamente, ficaram filhos meninos, recresceram dúvidas sobre a tutoria deles, e governo do reino, procedeu delas desgastar-se a Rainha, deixar terra, casa, e família, e levar consigo a Fr. João, seu Confessor, sentindo o edifício (por então) o desfavor de tempo. Mas depois seguiu o próprio espírito ElRei D. Afonso V seu filho, que entre outras mercês, que fez a esta casa, foi dar-lhe três moios de renda nos fornos de Palhais, e assim mesmo o dinheiro para os carretos, confirmando as doações, que lhe tinham feito ElRei D. Duarte, e a Rainha D. Leonor, ordinária certa de 40 religiosos.
Teve tão grande opinião esta casa entre todas as da Província na observância de suas Constituições, que no Capítulo, que ela celebrou no ano 1532 se mandou: Que em tal e tal convento se viva como neste de Azeitão, e se guardem as Constituições, como nele se observam. Grande louvor desta casa! E não tenho por menor, provê-la o céu milagrosamente no ano 1556 pois havendo grande fome, assentados à mesa os religiosos, sem terem bocado de pão, confiado o Prior Misericórdia divina, não deixava de orar, quando tangeram à companhia, aberta a porta, acharam dois cestos de pão formosíssimo, sem se saber nunca, quem os trouxera, com que satisfizeram a fome, louvando todos a Deus, que teve cuidado de prover a seus servos. Entre outros muitos, e mui abalizados em virtude, que teve esta casa, achamos feita memória do Pe. Fr. Luís da Cunha, que faleceu em tempo DelRei D. João II de quem escreve Lopes na p.3 das Chr. gerais (l.2 c..37) e Sousa na p.2 das particulares desta Província (l.4 c.5).


g) Em Londres, Côrte de Inglaterra, o término dos gloriosos trabalhos de António Fogaça, Português, homem nobre, e zelador ilustre da Fé Católica, pois na persecução de Henrique VIII não só foi preso por ela no Castelo daquela cidade, padecendo por dois anos rigorosa prisão, com admirável sofrimento, e alegria, mas trateado muitas vezes gravemente, até que próximo à morte, houve ordem para que os Católicos escondidamente o levassem em uma liteira fóra do Castelo; porém como era já muito velho, e as forças totalmente gastadas dos tormentos, em poucos dias debilitado, placidamente exalou o espírito, não perdendo por isto, o feliz mérito, e auréola de Mártir.
 
- do comentário:
O Reverendo Nicolau Sandero no fim do Cisma Anglicano, in Diário rerum gestarum in turri Londinensi, faz ilustre menção de António Fogaça, nosso Português (a quem não sabemos a pátria [lugar do nascimento], e menos o motivo, que o levou àquele reino, onde faleceu a 15 de Março no ano 1587) por estas palavras; Antonius Fugatius Lusitanus nobilis, insignis pro fide Catholica zelator post duorum annorum incarcerationem, et gravíssimos equulei toleratos cruciatos, cum mortii esset propinquus (senex enim erat, et tormentis diffractus) lecticia clam emissus, paucissimis post diebus animam Christo reddidit.

(a continuar)

16/03/17

VOZES DO CENTENÁRIO - Guilherme Oliveira Martins

O jurista e político Guilherme de Oliveira Martins faz uma ponte história, e com toda a razão integra Fátima numa longa tradição Mariana em Portugal.


VOZES DO CENTENÁRIO - Kátia Guerreiro

A médica fadista Kátia Guerreiro conta uma história e dá um testemunho pessoal. Se diz que "ver as pessoas de joelhos [nas promessas no santuário de Fátima] não é das coisas mais bonitas de se ver", "mas é um sinal de agradecimento"... Oh Kátia, então isso é bonito até, se lhe juntas a intenção. Não é?
 

VOZES DO CENTENÁRIO - Card. Patriarca de Lisboa

D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, faz um grande resumo (só não é clara a parte "celebrar a nós próprios naquilo que temos de melhor, e naquilo que devemos ser para melhor"... celebrar a nós!?)
 

VOZES DO CENTENÁRIO - Matilde Sousa Franco

Matilde Sousa Franco, historiadora, fala um pouco da sua relação com Nossa Senhora de Fátima.


VOZES DO CENTENÁRIO - Octávio Carmo

O vaticanista Octávio Carmo resolveu falar de um aspecto interessante: em torno da devoção de Nossa Senhora de Fátima, sem que as nações se diminuam, evidencia-se uma Pátria comum a todos.
 
Também agora não deixo de avisar que estes testemunhos costumam ser muito na base do "vivido", o que se distancia um pouco daquilo que os nossos avós poderiam dizer, os quais falariam mais nas graças concedidas, talvez, e pouco ou nada em "sensações"...


VOZES DO CENTENÁRIO - Ricardo Carriço

Escolhi também a opinião do actor e apresentador Ricardo Carriço, porque nela encontramos as marcas daqueles que conviveram com os seus religiosos antepassados. Outro aspecto é o reconhecimento de uma unidade nacional em torno das Aparições do daquilo que poderíamos chamar "tradição religiosa de Fátima" (evidentemente, em Portugal. Portanto, falamos das marcas que as Aparições em Portugal deixaram até nas gerações menos catolicizadas, ou até mesmo em ateus, fazendo isto parte da cultura e deixando uma proximidade e ligação mesmo nos que não a queiram. Entende-se!?

Sejam brandos em avaliações, estamos apenas a ouvir um testemunho:


VOZES DO CENTENÁRIO - Emília Nadal

Emília Nadal é artista plástica, e fala da interioridade e diversidade de gente que acorre ao local. Para ela Fátima é "uma mãe a transmitir o Evangelho".
 
Creio que hoje Fátima corre o risco de ficar dispersa nas "vivências" pessoais e "experiências"... Tendo nós isso em conta, cá vai:


VOZES DO CENTENÁRIO - Prof. Carvalho Rodrigues

O Comendador PROF. Fernando Carvalho Rodrigues, cientista conhecido como "pai do satélite português", dá o seu testemunho e opinião sobre Fátima.

É interessante ver que em Portugal nunca ficámos tão apegados à questão do segredo, mas sim mais à aceitação daquilo que Nossa Senhora nos pediu, e à prática da peregrinação e local.
 

VOZES DO CENTENÁRIO - Cuca Roseta

A fadista Cuca Roseta, vai estar LÁ nas comemorações do centenário. Cá nós estaremos CÁ, nas comemorações.  Como não se sabe quem são os "especialistas de Fátima", cá vai:


O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCXC

DISCUSSÃO - NOVO PEDITÓRIO "MONÁRQUICO" À REPÚBLICA


Corre uma petição pública para alcançar da República-em-Portugal uma lei que inclua o Chefe da Casa Real Portuguesa nos protocolos de "estado" republicano...
 
É o delírio!
 
50 personalidades encabeçaram a petição aos republicanos.
 
Sobre uma publicação desta notícia, transcrevo os comentários (nomes fictícios):
 
- Souto Motta: Só assino quando D. Duarte deixar de falar do Dr. Oliveira Salazar pois a Família Real deve muito ao próprio.
 
- Mário Beleza: O protocolo de Estado, só pode ser composto por elementos pertencentes a órgãos eleitos em voto em urna. Duque de Bragança, não é eleito por voto Popular.

- Pereira Ourém: A república é OCUPANTE. Portugal é monarquia ocupada. Custa entender isso?

- Mário Beleza: Pereira Ourém, dar ao tempo, o que é do tempo. Brasil, Angola, Guiné, Moçambique, Cabo Verde, Índias. Eram territórios da Coroa Portuguesa, "República", Portugal e ilhas. O que se pretende, viver o passado histórico?
 
- Pereira Ourém: Mário Beleza, não é passado. Portugal é um reino ocupado pela "monarquia liberal" desde 1834, e pela república desde 1910. A sua história, Mário, começa sempre no último golpe, o qual LEGITIMARIA a si, e faria da realidade oprimida uma peça de museu? Se sim... VIVA A REPÚBLICA, e extinga-se de vez a Casa Real. Ora essa!
Agora o mais lindo:
a) Não haveria que pedir muito para que os liberais do séc. XIX admitissem que o sistema imposto por eles não era o de Portugal, e que D. Pedro não era realmente o legítimo.... Porque, eles mesmo chegaram-no a admitir.
b) Não haveria que pedir muito para que os republicanos do séc. XX admitissem que o sistema imposto por eles não era o de Portugal, e que assassinar é crime. Porque eles mesmos o chegaram a admitir.
O problema são afinal os maus monárquicos que não admitem sequer os males que aqueles outros seus INIMIGOS admitiram deles mesmo. Portugal é uma casa duas vezes ilegitimamente ocupada.... ADMITAM que isto é, portanto... PRESENTE, e não passado.
A Casa Real, essa não é passado?
Mais uma pergunta: como é que a República vai decidir nas possíveis disputas de sucessão na Casa Real? Iria usar o critério tradicional da Monarquia Portuguesa (antes de 1834), iria usar o critério da ilegítima "monarquia liberal em Portugal" (depois de 1834), ou iria usar outro critério qualquer mais republicano e democrático?
Imagine que D. Afonso se converte ao Islamismo (Deus nos livre). Segundo a nossa tradição, não sendo católico não pode ser Rei, porque nem português seria; enquanto que a República dá "nacionalidade" a mouros e judeus que provem que seus antepassados moraram em Portugal!!!!! Veja, veja. Veja o aspecto monstruoso da misturela.
Não brinquem... Correm contentes e felizes, tolinhos, para a boca do lobo! Ri-se a maçonaria, ri-se a sua república, riem-se os espanhóis, ri-se a liberalice toda.

- Mário Beleza: Pereira Ourém, seguindo esse raciocínio ,toda a Europa era Monarquia. Na História das Monarquias, a Coroa era muitas vezes usurpada pelos familiares, o Rei legitimo estava muitas vezes com a cabeça em risco.

- Pereira Ourém: Mário Beleza, diz bem, a coroa USURPADA ao rei LEGÍTIMO. É isso mesmo. Quanto ao "meu raciocínio" é copiado do "pensamento católico", "tomismo", o pensamento europeu, o pensamento da nossa CIVILIZAÇÃO. Segundo ele é que é possível dizer que aquele rei USURPOU, e que aquele rei é LEGÍTIMO.
Sim... a Europa foi gradualmente OCUPADA pela onda iluminista-liberal-maçónica, que foi usurpando os Reinos por inteiro, sendo o último resistente o de PORTUGAL (1834). Ou não lembra que o intuito da Maçonaria era derrubar o TRONO e o ALTAR (o Trono, entenda-se, em toda a Europa).
Sim ... hoje tem uma UE, que mais deveria ser chamada de Comunidade Deseuropeia.
Por fim... temos a super-banca a jogar com tudo isto. Sabe que D. Pedro IV comprou a vitória à banca Rothschild, e a Mendizabal? A maior dívida da nossa história tinha sido essa... a dívida liberal (hoje a republicana), tão crua e terrível que até as ordens religiosas foram sacudidas e proibidas. Vejam-se as sessões constitucionais, as medidas que eles queriam tomar, e as que tomaram, e que o rei ali não mandava NADA. Etc...
Sim, a Europa é Cristã, formada por Reinos legítimos ocupados por malvados, e por ingénuos herdeiros desta monstruosidade (como fomos educados). Quem nos "educa"? Os vencedores, que contaram a "história", tendo de denegrir os honrosos Reis por eles derrotados, e elevar a heróis os criminosos que até hoje são colocados nas praças.

- Mário Beleza:  A sua razão leva-me a concluir que, só aprova uma parte da História. Antes do Reino de Portugal. Era Condado, antes era, Visigodos e outros que tais, seguindo nesta linha chegamos ao tempo de "Abraão" que é o modo de Governos ainda hoje reinante em zonas do médio Oriente, pelos Talibãs   Caro amigo: o Mundo evoluiu! A História é só passado e Portugal não está no centro do Mundo e não é exemplo para o Mundo moderno.

- Pereira Ourém: Mário Beleza, não há parte da história que eu tenha colocado fora. Quando falamos de PORTUGAL, estamos a falar de um REINO, e não do Condado, ou do Reino dos Visigodos e Suevos, nem de Abraão. O assunto é, e é mesmo, somente, PORTUGAL, que foi fundado. Não há data de fundação da MONARQUIA em PORTUGAL, ma sim de Portugal.
Evoluir? E onde fica então a "Casa Real" afinal!?
Poupe-me de lhe repetir o que está dito: Portugal ser uma MONARQUIA não é passado, é presente. Quer tentar refutar isto?

O ALCORÃO É CLARO ...



NOTA:

Se o Islão não for mais o que sempre foi, ou seja, se ele não tiver a interpretação que sempre lhe foi dada, não é mais Islão, mas sim uma seita do Islão, o resultado de um cisma doutrinal. O mesmo se passaria com o Catolicismo, ou Judaísmo.

O cisma prático do "Islão Moderado", ou seja do "Islão Ocidentado" (acidentado ... ocidentalizado .... ), existe hoje, tal como existe ´face ao Judaísmo, e ... Catolicismo. As características são sempre as mesmas: manter as fórmulas, e deslocar-lhes o conteúdo... Mas.... massss!!!! Isso chama-se MODERNISMO!

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