25/05/17

A CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA - TESTEMUNHO


Caros leitores,
 
Há anos, para combater as teses da "Irmã Lúcia falsa", referi num artigo ter uma prova que me foi dada (nos anos 90). Nunca referi qual tal prova, pois está em causa certa pessoa.
 
Estamos em 2017, um Cardeal veio agora insistir com a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria (como Nossa Senhora tinha pedido em Fátima), e achei por bem contar-vos:

Sim, aquela Irmã Lúcia velhinha era a verdadeira, não era uma "actrriz contratada por Roma" (como dizem os da teoria conspiratória). A Irmã Lúcia disse que a Consagração da Rússia não tinha sido feita como Nossa Senhora pediu (referindo-se à consagração que o Papa João Paulo II tinha feito). Quem mo disse? Disse-o alguém que tinha autorização eclesiástica para com ela falar (facto que é do domínio público). E como o sei? Nos anos 90 era eu aluno dessa pessoa, justamente no ano em que certo evento (do domínio público) ocorreu e a envolveu no assunto que vos trago. Que mais vos posso dizer? Posso contar que tudo o que ouvi foi dito num grupo de uns 10 jovens, tal pessoa sofreu algum tipo de pressão forte (andando inquieto e nervoso por um período de tempo), e outras coisas.

Agora peço aos leitores que usem o importante da informação (que a Rússia não foi consagrada como Nossa Senhora pediu, e que a Irmã Lúcia era a verdadeira), e que esqueçam a pessoa que propositadamente tento omitir. É o nosso trato. Ok?
 
Como disse que a Irmã Lúcia é a verdadeira, quero também dizer-vos que, segundo dados bem objectivos, tenho o livro "Um Caminho Sob o Olhar de Maria" (do Carmelo de Coimbra) como pouco fiável para análises mais literais, e outras coisas. Neste momento estamos a finalizar um artigo que faz a análise de uma passagem deste livro, artigo demorado por necessidade de encontrar a melhor forma de apresentar o conteúdo.

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDV

IMAGEM PEREGRINA - MARAVILHAS NA DIOCESE DA GUARDA - 1950 (I)

Sé da Guarda
A Imagem de Nossa Senhora de Fátima em 1950 andou peregrina pelas dioceses de Portugal, visitando as paróquias respectivas. Por todo o lado houve milagres, que junto a esta imagem começaram pelo menos desde 1947 (antes da sua primeira viagem peregrina ao estrangeiro), e não os deixou de fazer na Diocese da Guarda, que é o que vos venho contar.
 
Sirvo-me do livro que a própria Diocese da Guarda publicou em 1950, e transcrevo:
 
"(...) O universalismo de Fátima recebera a sua perfeita e definitiva consagração.
O Velho Duarte Pacheco tinha de inspiração divina a nossa epopeia marítima, a expansão da civilização cristã pelo mundo, que o nosso génio, filho da nossa fé, criou e engendrou. Não pode ter outra explicação o universalismo de Fátima.
Para que este novo universalismo?
Apenas, e está nisso a sua grandeza e a nossa responsabilidade, para completar a obra do primeiro."
O magno problema da hora presente não é só a conversão da Rússia, é também o da conversão do Mundo. Apostasia da Rússia começada com Fócio, no século VIII, consumou-se no séc. XX por influência do Ocidente. O comunismo é filho de Marx, Marx é filho de Hegel e ambos são filhos de Lutero. O comunismo é a última etapa, a derradeira consequência religiosa, política, económica e social do protestantismo. Da Rússia, disse Ventura Raulica que só se converteria com uma grande revolução. Essa revolução não foi a que Lenine desencadeou com os seus sequazes, naquele trágico mês de Novembro de 1917. O comunismo mesmo, não é uma revolução no sentido original do termo; é antes uma deformação, uma degradação colossal, que pretende envolver todo o mundo. A "revolução", regresso ao princípio, só pode vir do espírito, importa a recuperação do que se perdeu, da personalidade cristã da Europa [independentemente do restante] (...) da personalidade histórica do Ocidente." [o comunismo deve ser visto em todo o seu desdobramento e desenvolvimento, e não apenas o partidarismo e doutrinas nas suas formas clássicas].
 
Isto era do prólogo. Vamos ver o que aconteceu em Vila Nova de Tazem, que em 1950 tinha um total de 2942 habitantes. Nas aldeias que vão aparecendo os católicos são 100% da população.
 
"Rio Torto [922 habitantes] esperava a pé firme, à entrada do ramal que se lhe abre da estrada nacional. Toda a povoação está a postos. Música e foguetes e ornamentações. Um grupo de ciclistas, com arcos erguidos nos aparelhos que montam, vão ao encontro da Senhora, que ao chegar recebe uma ovação estrondosa.
Estalam os foguetes, toca a música [banda filarmónica], soam os vivas, ribombam as aclamações. Depois faz-se silêncio. E logo se abre a recitação do Coro Falado, ali mesmo na estrada, espécie de diálogo entre o pároco e a freguesia, diálogo que exprime a consagração a Nossa Senhora. O Sr. D. Domingos préga, renovam-se as manifestações e o cortejo prossegue a sua marcha com o cântico do adeus, e, como em toda a parte, com agitação dos lenços, em gesto de saudosa despedida.
Vem agora Lagarinhos [963 habitantes], toda enfeitada com festões de verdura e flores, a estrada atapetada de ervas odorantes, arcos e bandeiras. Em frente da igreja, junto da Casa do Anjo da Guarda e da magnífica casa destinada a residência paroquial pela ilustre família da Ponte Pedrinha, ergue-se, sobre quarto postes, ornados de festões, um interessante docel, sorte de cúpula imensa tecida de flores. É debaixo dele que fica Nossa Senhora. Manifestações ruidosas, cânticos, foguetes, flores em catapultas, e por fim a consagração a Nossas Senhora.
O Sr. D. Domingos agradece à freguesia o cuidado e interesse que tem pelos Seminários, e presta uma homenagem de merecida justiça à ilustre família da Ponte Pedrinha, pela caridade que tem com os Seminários e a oferta da linda casa, que expressamente fez construir para residência do pároco, mostrando assim o grande interesse que lhe merecem as almas e a sua salvação. Recebe as esmolas destinadas à aquisição da imagem que vai ser colocada na Sé da Guarda, e no meio de novas e estrondosas aclamações, a imagem segue para Pinhanços [905 habitantes], que está profusamente ornamentada, e onde as manifestações foram por igual ardentes e fervorosas.
Após um curto descanso do Sr. Bispo, em casa do nosso presado amigo Sr. Álvaro Corte-Real, fez-se a consagração da freguesia.
Depois, foi Santa Comba, Tourais Paranhos, onde multidões enormes saudaram Nossa Senhora, com manifestações ruidosas. Esta já noite quando a imagem, depois de receber as homenagens da gente de Girabolhos, que veio ao seu encontro, chegou a Tazem.
Ali um formigueiro humano a esperava. Viera gente de todas as freguesias do arciprestado. Cada uma delas tem o seu lugar marcado na estrada, que vai a Vila Nova.
Todas mandaram grossas deputações, todas numa ordem perfeita.
No lugar de Tazem, a 2 Km de Vila Nova, estrondeiam as primeiras manifestações, que não cessaram mais em todo o longo trajecto; antes cresceram à medida que da vila se aproximava o cortejo. A meio caminho, a imagem desce da berlinda e é conduzida no andor, por pessoas gradas da vila. Logo duas pombas descem a beijar-lhe os pés e a aninhar-se para não mais saírem [um dos muitos "milagres das pombas"]. Os cânticos, as aclamações sucedem-se, os morteiros rasgam o espaço.
Vila Nova, toda vestida de festa, nas ruas e nas almas. Nas ruas, as decorações são abundantes e variadas; nas almas, a pregação preparatória levara à confissão milhares de pessoas.
A noite caíra há muito. As iluminações nas ruas, nos arcos, nas janelas, são feéricas.
A procissão avança e ao chegar à ampla avenida que leva à Igreja, do alto da torre elegante que a completa, solta-se um rico bouquet de foguetes silenciosos, que enchem o espaço de luzes variadas, em distribuição artística.
Ali as manifestações tomaram ainda mais alma. Estão ali muitos milhares de pessoas. Vila Nova e arredores. A Imagem colocada no vestíbulo da igreja, e vão começar os actos de adoração. O Santíssimo é exposto em frente do templo, cujo corpo será a avenida fronteiriça, único templo capaz de conter a multidão enorme, que se aglomera diante de Nossa Senhora a rezar e a cantar. E foi na verdade, ali, que se fizeram as primeiras horas de adoração.
Mas o tempo arrefecera, a multidão minguou, e as horas de adoração por freguesias, a partir das duas da madrugada, fizeram-se dentro da igreja, sempre apinhada, a despeito das suas vastas dimensões.
Madrugada feita, começaram as missas, nas quais comungaram 3000 pessoas. Seguiu-se a missa das crianças, em que tomaram parte grupos de todas as freguesias do arciprestado, missa da A.C. e zeladoras do S. C., pelo Sr. Bispo, e mais tarde a missa campal, que revestiu singular grandeza e solenidade.
A vasta avenida recebeu copiosa multidão, que ouviu missa dialogada e escutou a palavra ardente e paternal do Sr. D. Domingos que tem sido incansável e por toda a parte deixa a semente fecunda da sua palavra oportuna e evangélica.
A cena da despedida, teve em Vila Nova um acento de notável grandeza e emoção; toda a numerosa multidão, que se juntara em Vila Nova, para saudar Nossa Senhora, se congregou à hora da partida para lhe dar o último adeus.
Levada em triunfo até à frente do hospital, ali entrou na berlinda e seguiu para Cativelos. E viu-se como em poucas partes, grande numero de pessoas, correr atrás dela, em corridas vertiginosas, alheias ao perigo que corriam com os numerosos carros que a seguiam.
E nem todos desistiram, que quando se procedia à consagração em Cativelos, grupos densos de pessoas chegavam para um último adeus. Em Cativelos, a mesma decoração, as mesmas flores, os mesmos vivas. E terminadas as manifestações, toda a freguesia seguiu rua abaixo, até à estrada, em que a berlinda tomou marcha nova e desapareceu na curva da estrada, ante os olhos lacrimosos da multidão a cantar o adeus e a agitar os lenços.
Nespereira e Arcozelo juntaram-se na boca dos respectivos ramais da estrada, em local decorado, com plantas e colchas. Mais adiante, uma casa de cantoneiro, lindamente adornada e com a estrada em largo espaço, decorada de plantas, e os moradores, à porta, de mãos postas em oração. Um vistoso arco de flores, à entrada da quinta do falecido Dr. Mendes Oliveira e, finalmente Vila Cortez, a que se juntou Vila Ruiva. Grandes aclamações, filas de rosas, vasos de flores sobre a ponte, arcos, bandeiras, flores, muitas flores.
Veio depois Nabais e Nabainhos, com grandes manifestações e adorno da rua."

[em continuação veremos como em Gouveia houve uma procissão de duas horas sobe chuva e frio]

(a continuar)

24/05/17

SEM VERDADE NÃO HÁ ENTENDIMENTO

Há demasiada falta de realismo nos meios conservadores católico, e até tradicionalistas ao referirem o lado que lhes desagrada (e não refiro nada do lado que lhes desagrada, porque aí o tipo de problema é outro). Sem verdade, não há entendimento; sem realidade nas premissas os juízos de nada servirão.

 
Agora, a respeito das comemorações do 13 de Maio de 2017, Roberto de Mattei escreveu:
"A difusão da prática dos primeiros sábados do mês nunca foi promovida pelas autoridades eclesiásticas (...). Mas, acima de tudo, desde cinquenta anos atrás, os clérigos não prégam mais o espírito de sacrifício e de penitência, tão intimamente ligado à espiritualidade dos dois pastorinhos (...)"

Como estas palavras foram dadas pelo autor a um meio de comunicação social italiano (Roma), podemos considerar que Roberto de Mattei dirigia-se apenas àquele público restrito a respeito das autoridades eclesiásticas locais, ou pelo menos italianas; porque é impossível assegurar que em toda a Igreja as autoridades locais nunca tenham veiculado a devoção dos cinco primeiros sábados.
 
Com base em comentários que usuários fizeram ao artigo, constata-se que este "nunca foi promovida" é imediatamente interpretado como se o autor se estivesse a referir a toda a Igreja. Dando o benefício da dúvida, informemos os desinformados: é certo que maioritariamente a devoção dos cinco primeiros sábados não é veiculada nas paróquias, mas é falso que em toda a Igreja nunca tenha sido veiculada oficiosamente.
 
Em Portugal, a devoção dos cinco primeiros sábados é praticada, tal como o é a das primeiras quintas-feiras (dada por Nosso Senhor a Alexandrina da Costa). Muito? pouco? em todas as paróquias? Não posso medir; certamente que antes mais, hoje em poucas paróquias, antes muitas. Relativamente a Fátima, é certo que em Portugal aquilo que poderíamos chamar de "tradição popular religiosa" manteve-se mais sobre o fenómeno aquém fronteiras (ficando a parecer que em Tuy Nossa Senhora foi dar um recado fora de casa). Nos escritos difundidos das aparições de Fátima a aprovação eclesiástica não parece ter colocado restrições à parte dos cinco primeiros sábados, e por isto mesmo podemos encontrar esta matéria divulgada ao longo de décadas.
 
O Santuário de Fátima sempre foi incumbido eclesiasticamente da difusão oficial das matérias relativas às aparições de Nossa Senhora em Fátima, e a devoção aos cinco primeiros sábados constaram durante 100 anos. A 13 de Março de 2007 o Santuário faz um comunicado, no qual se lê:
 
"No contexto da celebração dos 90 anos das Aparições de Nossa Senhora, o Santuário de Fátima entendeu divulgar com maior perseverança a devoção dos Cinco Primeiros Sábados, devoção confiada à vidente Lúcia em Espanha, aprovada pelo Bispo de Leiria a 13 de Setembro de 1939, em Fátima.
Assim, e desde o passado mês de Fevereiro, o Santuário tem vindo a levar a efeito, nos primeiros sábados de cada mês, um programa especial de incentivo à devoção dos Cinco Primeiros Sábados. Trata-se de uma jornada aberta à participação de todos os fiéis, com momentos de oração, uma palestra sobre a devoção ao Imaculado Coração de Maria nas aparições de Tui e Pontevedra (Espanha), a participação numa Eucaristia, a recitação do Rosário e a Adoração ao Santíssimo. Sendo que uma das condições para o cumprimento desta devoção é a prática do sacramento da Reconciliação, os fiéis são convidados a confessarem-se. (...) Alguns dos participantes deslocaram-se a Fátima por curiosidade, outros para acompanhar outras pessoas que entenderam participar. Muitos já conhecem, praticam e divulgam esta devoção. (...) Em declarações à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, no final do Encontro, João Lourenço, natural da Diocese de Portalegre–Castelo Branco, com trinta anos de idade, revela que conhece já há alguns anos esta devoção ao Imaculado Coração de Maria, que procura cumprir há um ano, embora venha “visitar Nossa Senhora de Fátima, de quem gosto muito, desde o ano 2000”. (...)"
 
Portanto, o comunicado é 10 anos antes daquilo que Roberto de Mattei escreveu, certamente não a respeito de toda a Igreja, mas sim de Roma, ou Itália (que é esta a abrangência do jornal Il Tempo onde vem o artigo).

Haja clareza.

(NOTA: neste artigo não se pretende fazer apologias, senão trazer dados necessários que andam em falta).

21/05/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDIV

NA SERRA ALTA - A Verdade Na Mão dos Errados

Estas seriam mãos certas
"Do séc. XIX para cá S. Tomás de Aquino tem também sido mal usado, e disso têm passado erros! Liberais interpretaram-no, modernistas interpretaram-no, ambos interpretaram diferentemente em certos pontos, não coincidindo com aquilo que sempre foi de Tradição. Autores que hoje conhecemos por infeliz sucesso, argumentaram-se também com S. Tomás. Muito mais que a interpretação, o problema tem sido o da aplicação: por mais que livrescamente conheça a S. Tomás, a cabeça não liberta da herança liberal (cultural) acaba por não entender o todo, aplica indevidamente à realidade um daqueles fragmentos, a visão que têm da realidade não é suficientemente compactível com as altas verdades daquele santo Doutor. Já diferente ocorrem entre os lugares remotos de Portugal, onde uma velhinha tem na prática, nos costumes, na estrutura de pensamento os traços de uma milenar herança verdadeiramente católica; "Suma Teológica"? Não, nunca ouviu tal nome. (...) Conhecimento e sabedoria também não são a mesma coisa, (...)"
(na serra alta - J. Antunes)

09/05/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDIII

YAZIDIS SAIRAM DE PORTUGAL

A respeito da crise mundial agravada pela invasão islâmica, temos simpática notícia em Portugal. Melhor dizendo ... não é propriamente islâmica ... Escutemos o Diário de Notícias (4 de Maio):

Refugiados Yazidis Nem Uma Semana Ficaram em Portugal


(Saman Ali, na foto com o cartaz, é o único yazidi que faz questão em estudar e trabalhar em Portugal)
 
Saman Ali, um dos 24 yazidis que chegaram a Portugal há um mês, escreveu uma carta aberta ao Presidente da República, publicada esta quarta-feira pelo Expresso, onde pede ajuda para ficar e revela que é o único do grupo que ainda está em território nacional. Os outros 23 já abandonaram ilegalmente Guimarães, onde tinham sido acolhidos. [... hoje o que dizem ser "legítimo" procede de lei não legítima, e vice-versa - neste caso: 23 "refugiados" que não se querem refugiar estão a ir contra a lei do país estrangeiro, onde não pertencem, e do qual querem sair!]
 
Houve casos de familiares que nem uma semana ficaram no nosso país, soube o DN junto a fontes policiais que estão a acompanhar estes movimentos. A responsabilidade pela sua permanência é das entidades de acolhimento ["a responsabilidade pela sua permanência"... responsabilidade de permanência!... permanência...], neste caso a Câmara Municipal de Guimarães [... é para isto mesmo que existem câmaras municipais - note-se que Guimarães é a cidade "berço da nação portuguesa", e agora não deverá ter sido escolhida pelo seu clima "quente", certamente...], mas que não podia impedir a sua partida, uma vez que Têm liberdade de circulação. Estão obrigadas a informar os refugiados que perdem todos os seus direitos de protecção quando saem do país (...).

"Lamento que isto aconteça. Sinto-me frustrada e receio que isto possa desincentivar quem tem trabalhado tanto, como eu, para conseguir que estes refugiados viessem para Portugal", reage a eurodeputada Ana Gomes [a comunista Ana Gomes tenta apagar o Cristianismo dos símbolos pátrios, como se vê, logo Guimarães é o eleito para sementeira]. (...) A eurodeputada pretendia trazer para Portugal cerca de 400 yazidis que estavam na Grécia e em Itália [portanto, não vieram da região da antiga Assíria, mas sim da Itália, e da Grécia onde têm antiga comunidade RELIGIOSA, que desde 1990 se desdobrou para a Alemanha].  "Acho que não devemos desistir de fazer o que está certo e devemos continuar a aceitar acolher estas pessoas. Não podemos é ter ilusões de que, caso abandonem Portugal, vão ter de voltar outra vez quando forem detectados noutros países. É um sistema perverso", afiança. [Ó Ana Gomes, senhora euroderrubada, diga lá se durante décadas não tem combatido o Cristianismo com a promoção das ideias opostas e forças que lhe sejam opostas, sonhando em remover o necessário e indelével vínculo de Portugal com a Santa Igreja Católica e o Catolicismo tradicional?; tenta um "novo Portugal", uma nova "portugalidade"? Mas porque motivo se empenha tanto? Sabe muito bem, que os yazidi são o que resta do MITRAISMO (religião do deus Mithra, com o qual os ATEUS atacam o Cristianismo, dizendo ser Cristo uma invenção decalcada de Mitra, e que tal é vergonhosa prova). Olhe o que está a tentar colocar na cidade berço de Portugal tão empenhadamente... QUATROCENTOS. Sabe também que os yazidis são indesejados dos "extremistas islâmicos", e que a guerra que a senhora euroderrotada faz não é contra o cristianismo liberal, mas sim contra aquele o de sempre, ou seja, contra o tradicional (que professa a mesma doutrina milenar na forma que sempre foi entendida e transmitida), pois a esta chama-lhe EXTREMISTA também. A sua guerra, Senhora eurotranstornada é o mais refinado modernismo: conservando ainda as formas, progride-lhes o conteúdo, deixando-lhes a unidade (SER) cada ver mais colapsada. Eis o ensinamento dos pensadores da nova-esquerda... Rua... rua que não é portuguesa].
 
Na sua missiva, Ali, o professor universitário de biologia - que se destacou logo à chegada exibindo um cartaz a dizer "Obrigado Portugal. Adoro-te" - pede a Marcelo para acelerar o seu processo de asilo, pois quer estudar, trabalhar e ficar no nosso país "o resto da vida". Contactada a Presidência, fonte oficial disse que "não foi recebida" em Belém esta carta. (...)

Nos últimos dois meses, conforme o DN já noticiou, duplicou o número de refugiados a deixar o nosso país. Os dados recolhidos pelo DN registavam, na última semana de abril 474 fugas, de um total de 1255 recolocados até essa data. Uma taxa de quase 40% de chamados "movimentos secundários" e uma das mais elevadas da Europa. (...)

30/04/17

ENTREVISTA - CARD. BURKE

Do Jornal FOLHA DE S. PAULO (30 de Abril, 2017)

Veja aqui em PDF

PORTUGAL de sempre

PORTUGAL - PROCESSO DE ISLAMIZAÇÃO com algumas dificuldades

SIC NOTÍCIAS (24.04.2017)

"Do 1285 "refugiados" acolhidos "por Portugal", 40% abandonaram o país; ou seja, mais de 400. Segundo o levantamento feito pelo Diário de Notícias, só nos dois primeiros meses do ano, mais de 200 refugiados saíram das instituições que os acolheram; na maioria cidadãos de nacionalidade síria. 147 [destes] "imigrantes" foram entretanto dectetados, e até mesmo detidos, sobretudo em Alemanha e França; estão agora obrigados a regressar a Portugal, um deles já o fez, e os restantes continuam em paradeiro desconhecido. O regresso fica a cargo do Governo "português", que é responsável por pagar todas as despesas da deslocação...." (transcrição da notícia televisiva)

17/04/17

HISTÓRIA DOS MILAGRES DO ROSÁRIO (VIII)

(continuação da VII parte)
 
DIÁLOGO I
 
A Devoção do Santíssimo Rosário Tem Virtude Para Livrar da Morte Aqueles a Quem Outros Querem Matar e Para Se Fazerem Amizades Entre os Que se Querem Mal.

Anselmo e D. Hector fidalgo

Partidos os três companheiros do Colégio da Purificação de Évora, antes de chegar ao Mosteiro de nossa Senhora do Espinheiro, que é da ordem dos padres de S. Jerónimo, pela outra parte do caminho vinha um homem a cavalo galopando com uma lança na mão, o qual se chama D. Hector. No modo de correr e no rosto aceso, e afrontado, dava a entender, que alguma paixão o movia, e muito mais quando lhe preguntou se haviam visto entrar no mosteiro um homem (o qual nomeou por seu nome) dizendo que lhe deixava morto seu irmão, e que ele também o queria matar. Mas o padre Anselmo chegando-se a ele, lhe disse que não viram tal homem. Ele querendo caminhar adiante, com cortesia lhe lançou mão da rédea do cavalo, e o deteve, dizendo-lhe que lhe fizesse mercê de se deter com ele um pouco, e que logo poderia caminhar.
 
- Não é este tempo de conversação de Religiosos - disse ele - senão de tornar por minha honra, e tomar vingança da morte de meu irmão, tão injusta, e civil.
 
- Aqui daremos remédio a vossa honra - disse Anselmo - e o matador não ficará sem vingança.
 
Ficou então o fidalgo movido com a promessa de duas coisas que ele tanto desejava; e como tinha crédito da pessoa com quem falava, parou. E dando o cavalo a um moço, que naquele tempo chegou, lhe disse Anselmo:
- Entremos a fazer oração - porque o Mosteiro estava muito preto - e saberemos também se o matador se tem aí acolhimento.

Ficou contente D. Hector, e chegando à igreja, foram logo fazer oração diante da Imagem de nossa Senhora, que é de grande devoção, e nela a tem toda a cidade. Acabando a oração, Anselmo disse aos dois companheiros, à parte, que com muita devoção rezassem ambos o terço do Rosário, que nosso Senhor alumiasse aquele homem no negócio de sua salvação, que ele lhe queria falar devagar.
 
Assentados ambos:
- Senhor D. Heitor, neste negócio que pretendei, que é vingança da morte de vosso irmão e satisfazer vossa honra matando, em tudo andais enganado, porque quanto à honra, antes a perdeis com Deus, e com os homens bons Cristãos que com estes se deve ter a honra, antes a perdeis como Deus, e com os homens bons Cristãos que com este devem ter conta, porque matando a vosso próximo com a vingança, fazeis contra o que vos manda vosso Deus e vosso Rei, e todo o que não obedecer a seu Rei, é tido por homem de pouca fidalguia e primor, e perde honra, e não haveis de ter conta com os que tendo o nome de Cristãos, não guardam sua lei. Quanto à vingança, Deus a toma à sua conta, quem vos saberá vingar, e se nas coisas de honra vos fiais de capitães, e Reis, tomando-os por juízes em vossas brigas, muito mais vos haveis de fiar de Deus, e tomá-lo por juiz quem vos manda que lhe deixeis a vingança, e da que por vossa mão tomardes vos podem nascer mui grandes males para vossa pessoa e Casa.

- Agora vejo - disse D. Hector - quanto nos cega a paixão e como andamos enganados ante todo o mundo, na matéria da vingança; porque me parece que em poucas palavras me deixastes tudo o que se podia dizer, e fico persuadido a ter conta com a lei de Deus, e com minha alma, que há de viver para sempre, e deixar a vingança a Deus, que ele como pai terá conta com minha honra, e como juiz castigará aos matadores.

- Ó Jesus, Jesus - disse Anselmo - não me pudera agora acontecer coisa de maior contentamento, que ver-nos livres de tão grande barranco, em que o demónio vos queria deitar, mas sabei que por intercessão daquela Senhora, e de seu santo Rosário, que aqueles padres rezaram entretanto que estivemos falando, vos mudou o coração [e iluminou a mim no falar], e em lugar do ódio de vosso próximo, vos pôs [entendimento e] amor, e perdão da injúria.

- Como ? - perguntou D. Hector - a devoção do Rosário tem virtude para mudar o [entendimento e o]coração e fazer amigos, como eu sinto em mim, que o estou já com quem me matou meu irmão, folgarei muito de o ouvir.

(a continuar)

COMUNICADO ASCENDENS - "Imitação de Cristo"

Ao longo destes anos, o blog ASCENDENS fez promoção a alguns clássicos da Espiritualidade, sendo um deles a Imitação de Cristo (Tomás de Kempis) - transcrevemos e publicámos esta obra no blog. Chega-nos a informação que, depois de acabada toda a nossa publicação, o Senhor Pe. Basílio Méramo tem publicado sermões nos quais critica esta obra de "voluntarista", e que ninguém antes dele se deu conta dos erros dela. Cabe-nos então fazer um esclarecimento.

1 - O blog ASCENDENS não é órgão oficioso duma pastoral determinada, ou causa, é sim um instrumento secundário. Não raras vezes, no blog é publicado o "rodapé" ou textos de apoio de uma dinâmica privada, para que tal sirva de proveito a todos.
 
2 - A transcrição da obra Imitação de Cristo foi gentilmente executada por um colaborador, a quem o autor do blog ajudou a fugir das garras do modernismo, e liberalismo, para defesa e aceitação total do Catolicismo na sua versão tradicional, tal como ao Pensamento Católico etc..
 
3 - A recomendação dada a respeito da Imitação de Cristo como livro de iniciação levou sempre duas indicações: de ser livro introdutório a ser ajustado pelos conteúdos do Preparação Para a Morte (Sto. Afonso de Ligório), pois o livro era um pouco "sentimentalista" e feito para a vida "solitária" dos conventos. Esta recomendação foi feita também para outros casos (pessoas), não aconteceu apenas com uma, ou por acaso, ou ficou a obra recomendada sozinha.

4 - Foi anunciado no blog ASCENDENS uma boa edição da obra abundante em notas explicativas.
 
5 - A Imitação de Cristo é um livro recomendado por santos, e que fez parte da leitura de santos.
 
Não seria demasiado perguntar ao Senhor Pe. Basílio Méramo, para fins didáticos, exemplo de vida, e ilustração: em que medida a leitura da Imitação de Cristo atrasou o seu percurso de santificação?
 
Fica assim esclarecida a nossa posição, e que antes daquela opinião a respeito de alguns pontos "sentimentalistas" da obra, nunca o responsável deste blog ouvira de outro tal opinião,  e nem por isso deu a obra por inútil ou sem brilho necessário. Para OS DIAS DE HOJE, principalmente, nunca recomendaríamos esta como obra única ou principal.

15/04/17

LAMENTAÇÃO - Diogo Dias Melgás

Lamentação, musicada pelo compositor português Diogo Dias Melgas [Lemgaz] (1638 - 1700).


11/04/17

BARBÁRIE COMUNISTA (VIII)

(continuação da VII parte)
















(a continuar)

10/04/17

PROCISSÃO DAS 7 DORES DE N. SENHORA - Mafra

Algumas fotos da Procissão das Sete Dores de Nossa Senhora, em Mafra (9 de Abril de 2017). Desta, descartámos as fotos menos adequadas.. Eis a selecção:




 


























---------"""--------- 
A Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra, por ocasião das comemorações dos 300 anos do Convento de Mafra, montará o trono para a exposição do Santíssimo (na Quinta Feira Santa) no altar da Sagrada Família
(este trono é muito raro ser montado nos dias que correm)

09/04/17

VISITAR PORTUGAL - Óbidos (VIII)

(anterior, Elvas)

Óbidos, uma antiga Vila dentro de muralhas.



(a continuar)

FORMA EXTRAORDINÁRIA EM PORTUGUÊS

Corre um baixo assinado no Brasil e em Portugal para pedir ao Papa Francisco que "liberte" a Forma Extraordinária do Rito Romano, do latim:
 
 
Santo Padre o Papa Francisco: Forma Extraordinária do Rito Romano em Língua Vernácula
 
Porque isto é importante

Todos nós acolhemos com grande alegria a permissão dada pelo Papa Bento XVI no seu Motu Próprio
"Summorum Pontificum" para a livre celebração da Santa Missa em Forma Extraordinária do Rito Romano.
 
Todavia, notamos que infelizmente o domínio da língua latina não é tal que as riquezas de tal Forma do Rito possam ser partilhadas com todos os cristãos interessados em participarem activamente de tais cerimónias.
 
Por isso, filialmente pedimos a Sua Santidade que autorize a celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária em língua vernácula (no seu todo ou em parte), usando uma tradução literal e fiel ao texto original do Missal, para deste modo manter toda a riqueza daquela forma do rito, com o seu calendário, orações, cânticos, gestos, ministérios, alfaias e instrumentos musicais litúrgicos tradicionais.
 
Confiados à vossa prudência, humildemente vos confiamos as nossas orações, e pedimos a vossa bênção Papal.

08/04/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CDI

COMUNICADO ASCENDENS (07/04/2017)

Faz algum tempo, o blog ASCENDENS reduziu bastante o número de publicações devido a certas preocupações pessoais que ao autor exigem reflexão e  redobrado cuidado; tudo acrescido de recomendações para temporário afastamento de assuntos mormente delicados, e algum repouso intelectual.

Somam-se agora maléficas e inesperadas ocorrências lançada sobre o mesmo autor, ocorrências que não têm outro fim que provocar um super ad hominem que inutilizasse o autor como testemunho de certos casos.

Destas e de outras farpas amargas, pela dádiva de Deus acabam por aparecer as provas dispensadoras de testemunhos; nem assim chega a imunidade a certa desilusão, e manda a prudência que continue certo distanciamento prudencial. Assim o autor do blog ASCENDENS declara:

Por espaço de tempo indeterminado, as publicações do blog ASCENDENS terão de ser poucas, raras, ou nenhumas, passando a ficar o blog muito mais dependente da disponibilidade dos colaboradores.
Vou procurar ficar de "férias" de todas estas coisas, e doutras, quanto me seja possível.
A todos os que ouvirem criticar-me perguntem-lhes antes de acreditar: "viu isso, ouviu-lhe tal, tem documentos que o evidenciem?", nem que seja ao Papa.

Pedro Oliveira.

CARTA DA COMISSÃO ECCLESIA DEI SOBRE MATRIMÓNIOS NA FSSPX

Muitos daqueles que leram a notícias a respeito da Carta da Comissão Ecclesia Dei para os Matrimónios relativos à FSSPX não leram o documento integral emitido aprovado pelo Papa Fransico. Achámos por bem traduzir todo o documento e deixar uma ligação ao original na página do Vaticano.

Antes de mais, manifestamos o nosso desconforto para com a expressão "fiéis da FSSPX", é um pouco mais claro é empregar aquela outra do documento "fiéis que seguem a actividade pastoral da FSSPX", porque actualmente revela-se pouco esclarecedora a primeira, ou nada esclarecedora.
 

Eminência:
Excelência Rev.mª:

Como se sabe, faz já algum tempo que se realizam encontros e iniciativas para conseguir a plena comunhão com a Igreja da FSSPX. Em concreto, recentemente o Santo Padre decidiu conceder a todos os sacerdotes da mencionada instituição as faculdades para confessar (cf. Carta Apostólica Misericordia et misera, n. 12), assegurando a possibilidade de que a absolvição sacramental dos pecados por eles administrados seja recebida válida, e licitamente.

Na mesma linha pastoral, a qual pretende tranquilizar a consciência dos fiéis - não obstante, que a situação canónica da FSSPX continua sendo, por enquanto, objectivamente ilegítima - o Santo Padre, à proposta da Congregação para a Doutrina da Fé e da Comissão Ecclesia Dei, decidiu autorizar aos Reverendíssimos Ordinários [Bispos Diocesanos] conceder assistência aos matrimónios de fieis que sigam a actividade pastoral da FSSPX, conforme as indicações seguintes.

Sempre que seja possível, o Bispo [da respectiva diocese] delegará num sacerdote da Diocese para que este assista aos matrimónios (ou ainda, com as devidas licenças a um sacerdote de outra circunspecção eclesiástica) para que este receba o consentimento dos cônjuges no rito do sacramento que, na liturgia do Vetus Ordo, se realiza ao início da Santa Missa. A esta celebra-a depois um sacerdote da FSSPX.

Onde isto não for possível, ou não haja sacerdotes diocesanos que possam receber o consentimento das partes, o Ordinário pode conceder directamente as faculdades necessárias a um sacerdote da FSSPX que celebrará também a Santa Missa, advertindo-o da obrigação de fazer chegar quanto antes à Cúria diocesana o documento do matrimónio celebrado.

Esse Dicastério confia em Sua colaboração com a convicção de que com estas indicações não somente se poderão remover os escrúpulos de consciência de alguns fiéis unidos à FSSPX e a falta de certeza sobre a validez do sacramento do matrimónio, senão que ao mesmo tempo, se avançará em direcção à plena regularização institucional.

O Sumo Pontífice Francisco, a 24 de Março de 2017, na audiência concedida ao Cardial Presidente, aprovou a presente Carta e ordenou a sua aplicação.

Dada em Roma, na Sede da Congregação para a Doutrina da Fé,

27 de Março de 2017.

Gerhard Card. L. Muller (Presidente)
+ Guido Pozzo, Arcebispo tit. de Bangnoregio (Secretário)

05/04/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CD

POPULE MEUS - Diogo Melgaz

Diogo Dias Melgáz [Melgás] (1638 - 1700), compositor português.

(no vídeo: "Popule meus"; na imagem, a capela mor da Sé de Évora onde foi Mestre-capela)


29/03/17

CONVITE - "TERÇO ASCENDENS"


Faz por volta de 4 anos que rezamos o terço diariamente (dias de semana) com transmissão online (áudio) entre todos os participantes. Esta acção destina-se apenas a amigos que, por algum motivo, não tenham com quem rezar o Terço no local onde se encontram (ou queiram rezar mais um, diariamente), ou não consigam dirigir-se ao tempo católico mais próximo para tal, etc. etc.. É algo privado, "familiar", pequenino quanto convém, e nunca isto foi lançado a público, evidentemente.
 
Antes de mais, lembro que o modo extraordinário da internet é claramente desincentivado, em valorização dos modos ordinários, que são os apropriados e que se recomendam. Não se pretendeu criar algo de novo, mas sim remediar o que havia, visto que nem sequer há nada em contra.
 
Hoje, durante o Terço, lembrou-me abri-lo a quem naquelas condições queira, e seja nosso conhecido, ou meu conhecido (contactar ascendensblog@gmail.com). O convite é válido até 13 de Maio.
 
A estrutura é mais ou menos a "normal", é aquela que usava quando tinha 11 anos e recuperei mais tarde, acrescentando algo (as Avé-Marias, Pai-Nossos, Glória, são em latim); não rezamos "mistérios luminosos".
 
Eis o esquema:

Abertura
- Em nome do Pai, do Filho ...
- Deus vinde em nosso auxílio...
- Intenção (caso a haja)
- Pai Nosso / 3 Avé-Marias

Mistérios
- Enunciação do respectivo Mistério /Pai Nosso /Avé-Marias /Glória
- Ó Maria concebida sem pecado ...
- Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos ...
- Rainha da Paz ...
- Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos... (x3)

Final
- Salve Regina (cantada, ou não)
- Rogai por nós Santa Mãe de Deus...
- Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.
 
Por ver que este acontecimento tem os seus benefícios, sugiro que outros, noutros locais, DENTRO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS, o usem, tendo em conta aquelas advertências.

Evidentemente, há sempre a excelente opção do terço individual, e de rezar vários terços ao dia (como o Rosário).

Pedro Oliveira

28/03/17

HISTÓRIA DOS MILAGRES DO ROSÁRIO (II)

(continuação da I parte)
 
Com lição dos livros Santos, e milagres se converteram muitos pecadores, que depois foram grandes santos.
 
Todos estes proveitos, e outros muitos nascem dos milagres, que Deus obra pelos merecimentos e virtudes de seus santos, e juntamente da lição deles, porque como a história não seja outra coisa senão uma viva pintura, em que vemos tão clara e distintamente as coisas passadas como as presentes, porque quando as lemos como passarão, fazemo-las presentes à nossa memória, e cozendo-as com a consideração de nosso entendimento as digerimos, e com elas nos sustentamos. Desta maneira, contra o glorioso Padre St. Agostinho, que dois fidalgos principais, e dos mais nobres daquela terra, lendo a vida, e milagres de S. Antão, que santo Atanásio escreveu, renunciado todos os bens, e se foram a fazer vida religiosa, e santa. E este mesmo livro acabou derribar de todo ao mesmo S. Agostinho, e lhe fez deixar o mundo. Pois quem não sabe já que aquela grande conversão do nosso padre Inácio de Sta. Mónica, foi ocasião de tão grande conversão de gente, como todos sabem, que se faz no mundo, pelos que militam debaixo de sua bandeira? E quem não tem lido a maravilhosa conversão da Madre Teresa de Jesus (como ela mesmo escreveu) tão nova, e admirável na terra, levantada para levantar a perfeição tanta gente, e foi começando por livros de santos? e lendo seus milagres? que com brasas acesas, e metidas no peito abrasam aos que com vagarosa consideração nele os encobrem, como diz S. Gregório, que nos ajudam muito para renovar a alma os exemplos dos santos Padres, e contemplando suas obras, nos ascendemos no desejo da virtude, o mesmo santo, que bem o tinha experimentado, diz que muitas vezes mais nos aproveita ler os exemplos, e milagres dos santos que palavras, e pregações. Ad amorem Dei, et proximi, plerumque corda audientium plus excitant exempla quam verba. E esta mesma razão dá o mesmo santo Doutor de tomar trabalho de escrever a história dos milagres de seu tempo no prólogo de seu Diálogos, quando diz: Et sicut non nulli quos ad amorem patriae plus exempla, quam praedicamente succedunt. E esta mesma razão moveu a outros santos, a escreverem muito de propósito as histórias dos exemplos, e milagres de outros como foi S. Sofrónio o seu prado espiritual; Severo Sulpinos, Beda, S. João Clímaco, João Casiano, Pedro Damiano, Cesareu Heitorbachense dos milagres de seu tempo, e outros muitos, que tomaram o mesmo trabalho, movidos de zelo, de aproveitar as almas. E do glorioso padre S. Domingos se lê, que tinha também um livro, no qual tinha muitos exemplos, para com ele mover aos homens a seguir o caminho da virtude, e deixar o dos pecados. Este mesmo intento temos neste trabalho de escrever os milagres de nossa Senhora [e nós que os vemos já escritos divulgamos como quem os quisesse escrever], além da particular obrigação, que tínhamos de o fazer, havendo já composto o livro, do Rosário. E como quase todos os autores, que dele tratam, fazem história de seus milagres, nos parecia também que a devíamos fazer, principalmente havendo muitos que eles não escreveram, e outros que depois se fizeram, como se verá no discurso de sua história. E porque uma das coisas que nelas se deseja, é saber o tempo em que eles aconteceram, aqui daremos brevemente conta ao leitor.
 
(continuação, III parte)

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