20/01/17

DECLARAÇÃO A RESPEITO DA ASSOCIAÇÃO "CAUSA TRADICIONALISTA"


DECLARAÇÃO A RESPEITO DA
ASSOCIAÇÃO "CAUSA TRADICIONALISTA"
 
Em 2016 foi criada uma associação cultural sem fins lucrativos, com sede em Coimbra (Portugal), cuja designação é "Causa Tradicionalista". Conhecidas as ideias, vicissitudes nos tempos anteriores à sua existência, observados os tempos posteriores, cabe-nos informar:
 
- Sempre fomos contra a criação de um grupo que pretenda representar o tradicionalismo em Portugal;
 
- Consideramos que essa associação cultural não é tradicionalista realmente;
 
- Embora tenhamos algum convívio e relações com alguns dos elementos dessa associação, não temos qualquer relação com ela;
 
- Alguma boa gente entretanto captada por essa associação cultural poderia ter chegado ao verdadeiro tradicionalismo. Para estes pessoas, a nossa especial simpatia e desejo de melhor porto.
 
Por agora isto basta.
 
Do responsável do blog ASCENDENS,
Pedro Oliveira


19/01/17

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCLXXIII

BEATO FRANCISCO ÁLVARES

 
Entre os chamados "Mártires do Brasil" feitos às mãos de piratas protestantes encontrava-se o Beato Francisco Álvares, o qual foi apunhalado e lançado às ondas ainda vivo. Desde o séc. XIX venerado universalmente, e já desde o séc. XVI devotado nos nossos territórios, o Beato Francisco Álvares sempre foi na Covilhã venerado como santo.
 
Igreja de S. Francisco,
Paróquia da Imaculada Conceição - Covilhã
Na igreja do antigo Convento de S. Francisco (igreja de S. Francisco) encontra-se a imagem do Beato Francisco Álvares à veneração, sendo que antes estava na extinta capela de Santa Marinha. A festa anual na Covilhã faz-se a 8 de Maio (se bem que actualmente está visivelmente sumida).
 
Este Beato venerado universalmente parece em sua terra hoje estar deitado às ondas pelos piratas do descuido. Isto, até mesmo depois de ter decorrido certa movimentação na Covilhã para a causa de canonização (2012).

Em 1995 foram "Os Amigos da Covilhã" deram um arranjo e placa comemorativa à casa onde Francisco Álvares nasceu:
 
"Neste casa nasceu, segundo a tradição, o Beato FRANCISCO ÁLVARES, Cardador de seu ofício, martirizado em 1570, a bordo da Nau Santiago, quando seguia para o Brasil como missionário. "Os amigos da Covilhã" - 1995"
 
 
Pelo que conseguimos apurar, alguns moradores queixam-se à Câmara Municipal da Covilhã por não dignificar este lugar ou sequer protege-lo e conservá-lo devidamente.
 

A degradação chegou a pontos do absurdo, ninguém duvida. A casa está a necessitar de uma levantamento arqueológico e uma intervenção de restauro e conservação ao mais alto nível.


Louvado seja o Beato Francisco Álvares; que proteja a Covilhã que ela a si mesma não pode.

17/01/17

CARLOS SEIXAS - Sonata em Si b


Fr. JOSÉ FONSECA ÉVORA - RETRATO VOLTANDO


D. Fr. José Fonseca Évora
Fr. José Maria da Fonseca e Évora... alguém ouviu falar? Mais um grande, desconhecido do público em geral.



O Museu de Arte Antiga (Lisboa) lançou uma petição pública (até 30 de Maio de 2017) para a recolha de fundos com os quais pretende adquirir um pequeno retrato de D. Frei. José Maria da Fonseca e Évora, no valor de 10.000€. Esse retrato miniatura é pintado sobre marfim, data de aproximadamente 1730 quando D. Fr. José Évora era Embaixador de Portugal em Roma.

De nome José Ribeiro da Fonseca Figueiredo, a 3 de Dezembro de 1690 nasceu em Évora.

- As encomendas de arte italiana de D. Fr. José Maria da Fonseca Évora

- Inventariação de Retratos Pictóricos dos Bispos do Porto Vol II - Inventário

- Resumo biográfico

ISABEL A CATÓLICA e O CONTRIBUTO ASCENDENS


Caros leitores,
 
em 2009 tive conhecimento vago da não canonibilidade de Isabel a Católica; mais ou menos por acaso, em Janeiro de 2010 apareceram-me as provas: documentos do séc. XV/XVI de credibilidade régia nas Côrtes de Castela e de Portugal.

A este respeito, desde 2010, discretamente, uma ou outra vez coloquei informação no blog ASCENDENS; no ano passado a informação foi mais explícita, e finalmente em 2017 será definitiva: em breve as provas serão enviadas à Santa Sé, com elas uma pequena denúncia de uma parte da argumentação do Processo para a pretensa beatificação.

Vou dando notícias.

P. Oliveira

12/01/17

"25 de ABRIL" NUNCA MAIS

Marcelo Caetano, o último Primeiro Ministro do Estado Novo, a respeito daquilo que se viu do regime pós 25 de Abril:
 
"Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estaca a caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa.
Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quatro e chegam a presidentes da câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes da República."

11/01/17

SERMÃO - na 1ª MISSA do Pe. DANIEL MARET

Sermão de Mons. Lefebvre na 1ª Missa do Pe. Daniel Maret:


07/01/17

PORTUGAL NÃO DEVE ESQUECER ...

Debate entre o bem e o mal? Não.... Debate no mal, entre o moderado e o extremado. 1975, debate televisivo
entre Álvaro Cunhal (comunista) e Mário Soares (socialista).
É conhecida a técnica revolucionária: dois passos para um lado, e um passo para o outro. Filha desta, uma outra, mais discreta: depois do golpe, dividir o mal em "moderado" e "extremado", para que a população preocupada adira ao "moderado", e com a sua adesão acabe por dar assentamento ao mal.
 
A respeito do programa televisivo "Prós e Contras", na ocasião em que se discutia o problema dos refugiados (melhor dizendo: o problema da Europa agravado por uma invasão muçulmana), ouviram-se queixas a respeito da escolha de convidados ao programa; e houve quem tivesse sugerido a mudança de nome de "Prós e Contras" a "Contras e Muito Contras", ou "Prós e Prós", ou "Prós e menos Prós".
 
Nunca esquecer esta técnica de quem está mais interessado em promover a sua máquina ideológica do que estar aberto e subjugado à verdade.

05/01/17

HOMENAGEM ASCENDENS A S. TELÉSFORO


O autor e colaboradores do blog ASCENDENS prestam devotada homenagem ao Papa S. Telésforo, mártir, que é um dos patronos deste blog. (ver mais aqui: "O Santo do Dia - São Telésforo" )

DIÁLOGO COM Card. BURKE

Diálogo imaginário entre o  Card. Burke e um amigo meu:
 
Amigo - Senhor Cardeal, Vossa Eminência pretende corrigir o Papa Francisco?

C. Burke - Caso o Papa não dê a aclaração necessária às dúvidas em questão, então terei de proceder a tal correcção fraterna; também S. Paulo corrigiu a S. Pedro.
 
Amigo - É verdade que deu limite de tempo para tal?

C. Burke - Sim, dei tempo para a minha intervenção. Não é propriamente um limite de tempo ao Papa, porque bastaria que ele mandasse prolongar o tempo, e eu assim o faria. Trata-se de dar um limite ao meu silêncio perante o silêncio do Santo Padre.

Amigo - Mas... Vossa Eminência não sabia já previamente que Roma e o Papa nunca se retratam!?

C. Burke - Ena... esqueci-me disso!...

Amigo - Pois... E agora?

C. Burke - Ahaha... Isso do "não se retrata" não tem fundamentação histórica, e há precedentes contrários. Vai ver... nisso não vai haver qualquer problema agora.

NA SERRA ALTA - DESVIRILIZAÇÃO

 
"É inegável... a gradual desvirilização da sociedade alastrou-se às ideias, e destas fez o seu assento no campo dos costumes e da moral. O subjectivismo cresce ao ponto de parecer que o mundo não sairá de um ambiente de moças sorridentes (pela frente).... O receio pelos desconfortos da verdade, e a inversão da hierarquia de valores, são disfarçados de doçuras e falsa prudência, "paz". Reina uma hipocrisia amável, a adulação, e quase impera o relativismo moral".
 
Bónus:

"Se o Ensino obrigou os alunos ao "acordo ortográfico", como pode ele ser suficientemente seguro!?"

(na serra alta - J. Antunes)

30/12/16

LEIS PARA BONS COSTUMES - PORTUGAL Séc. XVII

Destas leis de D. Pedro II, há o principal a reter:

- o Rei não depende das Côrtes;
- é da sua competência evitar os maus costumes no Reino e promover os bons;
- os melhores e maiores adornos são para as coisas de Deus;
- No séc. XVII, em Portugal houve preocupação com os gastos supérfluos com luxos, e houve leis para limitá-los e corrigir;
- Valorização do produto nacional;
- o Rei trata por "meu" os reinos, senhorios, e as pessoas com cargo no seu Estado.

D. Pedro II
Dom Pedro, por graça de Deus Príncipe de Portugal e dos Algarves, etc. como Regente e Governador dos ditos Reinos e Senhorios, faço saber aos que esta minha Lei virem, que, sendo-me representado e instantemente pedido pelos Estado do Reino, juntos nas Côrtes, que ultimamente mandei convocar, quisesse atalhar os graves danos, que se ocasionavam nestes Reinos e suas Conquistas, assim em comum, como em particular, com a relaxação de trajes, excesso no custo das galas, e  o luxo, com que se adornavam as casas, se fabricavam os coches, se vestiam os lacaios, e crescido número deles, a dispendiosa vaidade dos funerais, forma dos lutos e abuso dos vestidos, em que meus Vassalos com extraordinárias profusões, ostentações vanglórias, e imoderadas despesas empenhavam os Patrimónios, arruinavam os sucessores, e se vinham a empobrecer e envilecer muitas vezes por vários modos as famílias mais nobres e facultosas, com grande desserviço de Deus, dano da honestidade, dos costumes, do bem público do Reino e da conservação dele: E considerando eu a obrigação, que tenho de acudir com o remédio a estes males, não só com o exemplo de minhas Pessoa e Casa Real, mas também procurar por todos os meios possíveis extinguir os abusos, e evitar as ruinas, e moderar os superfluamente luzidos e vãos adornos das pessoas, casas e famílias, com a introdução da gravidade dos trajes e esplendor honestamente aparatoso, que conduzem à restrição dos gastos e à melhora dos costumes, ordenei com os dos meu Conselho fazer a Pragmática e Lei pela maneira seguinte:
 
1 - Primeiramente ordeno e mando que nenhuma pessoa de qualquer condição, grau, qualidade, título, dignidade, como mulheres, nestes Reinos e Senhorios de Portugal e suas Conquistas até ao Cabo da Boa Esperança, possa usar nos adornos de suas pessoas, filhos e criados, casa, serviço e uso, que de novo fizer, de seda, rendas, fitas, bordados, ou guarnições, que tenham ouro, ou prata fina, ou falsa; e só lhes permito poderem trazer nos vestidos botões e casas de fio de ouro, ou de prata; ou de prata, ou de ouro de martelo, como não sejam de filigrana, sem algum outro qualquer género de guarnição, ainda que seja de fitas; e só permito que as mulheres possam trazer guarnição de seis dedos de largura, não sendo dos géneros acima proibidos, e poderão ser de rendas feitas no Reino, e da mesma largura.
 
2 - Ordeno e mando que se não possa usar de nenhuma sorte de dourados, ou prateados nas coisas, que de novo se fizerem; porque somente os permito nas Igrejas, Ermidas, Oratórios e coisas tocantes ao Culto Divino, e de nenhuma maneira em coisa alguma profana; porém não se compreendem nesta proibição as sedas, fitas, bordados, guarnições de prata, ou  ouro fino, ou falso, prateados, ou dourados, que vierem da Índia, obrado tudo e feito naquele Estado, e sendo manufacturas da Ásia, porque de todas estas coisas se poderá usar livremente.
 
3 - Nenhuma pessoa de qualquer condição, estado e preeminência, por maior que seja, se poderá vestir de comprido, excepto os Clérigos de Ordens Sacras, ou Beneficiados, que notoriamente sejam conhecidos por tais; os Desembargadores e os Estudante matriculados na Universidade de Coimbra e Évora; com declaração, que nenhuma trará coisa alguma na roupeta, ou capa, que de todo proibido.
 
4 - Nenhuma pessoa se poderá vestir de pano, que não seja fabricado neste Reino; como também se não poderá usar de voltas de renda, cintos, talins, boldriés e chapéus, que não sejam feitos nele.
 
5 - Ordeno e mando que nas casas dos defuntos de qualquer condição, grau, qualidade, título, estado, dignidade e preeminência, por maior que seja; e nas Igrejas, onde se enterrarem, ou se lhes fizerem Ofícios, se não use de nenhum adorno funeral mais, que uma tarima de um degrau coberto de negro, sem passamane, galão, ou senda de ouro, ou prata fina, ou falsa, sobre a qual se ponha o corpo, ou caixão com quatro tocheiras nos cantos, e dois castiçais à Cruz, sem mais outro algum género de armação, ou ornato fúnebre.
 
6 - Nenhuma pessoa se poderá vestir de luto comprido, e só usará do curto: porém poder-se-á trazer capa comprida de pano, ou baeta com golinha, ou balona chã, e de nenhuma forma se poderá usar de capuz, ou capa de capelo; nem de coches, carroças, calejas, estufas, liteiras, ou seges interior ou exteriormente cobertas de algum género de luto.
 
7 - Os coches, carros, calejas, estufas, liteiras e seges, que de novo se fizerem, não poderão ser exteriormente cobertas de algum género de seda, nem com outra alguma guarnição, de qualquer género que seja, mais que de uma franja única.

8 - Nenhuma pessoa de qualquer título, ou preeminência, por maior que seja, dentro nesta Cidade, ou em outro qualquer lugar, onde assistir minha Pessoa e Casa Real, poderá trazer nos coches, carroças, calejas, ou estufas mais, que quatro mulas, ou cavalos; e só permito que saindo dela, se possam pôr seis no Convento de Santa Clara, no de Santa Marta e Igreja dos Anjos, e nestas mesmas partes se tirararão, quando entrarem nela.

9 - Nenhuma pessoa de qualquer título e preeminência, por maior que seja, poderá trazer, ou acompanhar-se, indo a cavalo, mais que de dois locais, ou mochilas livres, ou escravos; e do mesmo número, indo em sege, alem do mochila, que a governar; e indo em coche, liteira, carroça, estufa, ou caleja, se acompanhará do mesmo número de lacaios, ou mochilas, alem dos dois liteireiros, ou dos cocheiros; indo porém juntos, marido e mulher, poderão acompanhar-se de quatro lacaios, ou mochilas.

10 - As librés, que de novo se fizerem, dos cocheiros, liteireiros, lacaios e mochilas, não poderão ser de nenhum outro género, que não seja de pano feito no Reino, nem forradas de coisa alguma, que não seja de lã, sem alguma guarnição, de qualquer género que seja: as meias não serão de seda; os botões, e casas sim, mas não de ouro, ou prata fina, ou falsa; e havendo de pôr-se fitas nos vestidos, será somente nos calções passados com aquelas, que neles se costumam; os vestidos de luto serão curtos, sem capas, ou roupetas compridas.

11 - E porque de se dissimular neste Reino, por culpa dos Oficiais de Justiça o uso dos jogos de parar, ou em dados, ou em cartas, ou por outro qualquer modo contra as proibições de Direito, Ordenações e Pragmáticas, se têm seguido os grandes inconvenientes, que a experiência mostra, com grande dano de meus Vassalos,  inquietação e ruína de suas casas; ordeno e mando, em execução das ditas Leis, que nenhuma pessoa de qualquer título e preeminência, por maior que seja, use de jogos de parar, nem de casa para esse efeito, com as penas cominadas no fim desta Pragmática, e das mais, que pelas Leis estão estabelecidas.

12 - Para o consumo das coisas proibidas nesta Pragmática, hei por bem conceder neste Reino um ano de tempo, contando do dia da publicação dela na Chancelaria, com denegação de mais tempo; e nas Conquistas permito o tempo de três anos, contados do dia da mesma publicação, onde se remeterá logo sem dilação; e declaro que se há de começar a praticar no que toca aos dourados, prateados, número dos lacaios, mulas nos coches, carroças, estufas e calejas, nos vestidos curtos, lutos e funerais, passado um mês do dia da sua publicação; e que acabado este termo, o ano de consumo neste Reino, e os três nas Conquistas, se praticará inteiramente tudo o que nela se contém.

13 - E para melhor execução e observância desta Lei, ordeno e mando, que todas as pessoas, que usarem de alguma das coisas acima proibidas, sendo nobre, ou de maior qualidade, pagará pela primeira vez trinta mil réis; e pela segunda e mais vezes a mesma pena em dobro: e não sendo pessoa nobre, pagará pela primeira vez vinte mil réis; e pela segunda a pena em dobro, e será preso, e se aplicará a condenação, ametade para o acusador, e a outra metade para a despesa dos Presídios do Reino; e além das sobreditas penas, poderão os mesmos vestidos, e mais coisas, que forem feitas contra esta Lei, cujo valor se aplicará para o acusador e Cativos: e os Alfaiates, Bordadores, Douradores, Armadores e outros quaisquer Oficiais, a quem toca fazer e obrar as ditas coisas acima proibidas, constando as fazem, ou mandam fazer por outrem, passado o tempo acima apontado, incorrerão nas mesmas penas referidas.

14 - E porque na Casa Real, e nesta Côrte se observe inviolavelmente esta Lei, ordeno e mando ao meu Porteiro mor, ou a quem seu cargo servir, que por nenhum caso admitam a falar-me em audiência geral, ou particular, nem dentro no Paço, a pessoa alguma de qualquer qualidade, estado, ou condição que seja, que traga em sua pessoa, ou nas de seus filhos e familiares, coisa alguma das acima proibidas; e na mesma forma os Secretários de Estado, e Mercês não admitam requerimento, petição, ou papel de pessoa, que use de alguma das coisas proibidas, antes logo me darão conta, para se mandar proceder, como forma os Secretários de Estado, e Mercês não admitam requerimento, petição, ou papel de pessoa, que use de alguma das coisas proibidas, antes logo me darão conta, para se mandar proceder, como for razão. E mando ao Regedor da Casa da Suplicação, e ao Governador da Relação, e casa do Porto, e em especial aos Corregedores do Crime, assim de minha Côrte, como das ditas Casas, e aos Corregedores, Juízes do Crime desta Cidade, e a todos os mais Corregedores, Ouvidores, Juízes, Justiças, Meirinhos e Alcaides de meus Reinos e Senhorios, que tenham muito particular cuidado e vigilância na execução desta Lei; e nas residências, que se lhes tomarem aos que a dão, se perguntará, se a fizeram inteiramente cumprir; e achando-os culpados em alguma maneira, não serão admitidos a meu serviço, até ao Regimento, por onde se tomam as residências; e os Meirinhos e Alcaides, que forem descuidados e negligentes, assim nesta Corte, como fora dela, em contar e acusar as ditas coisas defesas, incorrerão pela primeira vez em suspensão de seus Ofícios por dois anos, e pela segunda vez em perdimento deles sem remissão; e sendo Serventuários, serão privados das serventias, sem poderem entrar mais nelas, além da pena de cem cruzados, para o que serão obrigados os Corregedores, Ouvidores, e Juízes de Fora, em cada um ano, nas devassas gerais, que tirarem, a perguntar particularmente em contar, e demandar as ditas coisas, ou se dissimulam, e passam pelas pessoas, que as trazem, ou mandam fazer, ou fazem, sem lhes contar, ou demandar.

E mando ao meu Chanceler mór, que faça logo publicar esta Lei na Chancelaria na forma, que nela se costumam publicar semelhantes Leis, para que do dia da publicação dela, assim na dita Chancelaria, como nas outras parte, em que se há de publicar nos termos assinalados, se dê a execução, enviando logo Cartas com o traslado dela, sob meu Selo e seu sinal, aos ditos Corregedores, Provedores e Ouvidores das Comarcas, para que a publiquem, e façam publicar nos Lugares, onde estiverem, e nos mais de suas Comarcas; e para que seja notório a todos o que nela se contém, se registará no livro da Mesa do despacho dos meus Desembargadores do Paço, e nos das Relações das ditas Casas da Suplicação, e do Porto, em que se registam semelhantes Leis; e nas Secretarias de Estado e Mercês. Manuel da Silva Colaço a fazer em Lisboa a 25 de Janeiro de 1677. Francisco Pereira de Castel-Branco a fez escrever. PRÍNCIPE

(Liv. 5 das Leis da Torre do Tompo, fol. 140 ver. Liv. 5 do Desembargo do Paço fol. 271)

28/12/16

O BRASÃO PELO QUAL SE PODE ORAR CCCLXXI

BIBLIOTECA ASCENDENS - difusão (XIX)

(continuação da XVIII parte)


1081 - Imagem da Vida Cristã, ordenada por diálogos... (Fr. Hector Pinto. Coimbra, ano 1563?) [PT. - 980 páginas]
 
1084 - Resumo da História da Igreja do Antigo Testamento (Coimbra, ano 1827 na Real Imprensa da Universidade) [PT. - 80 páginas]
 
1086 - Tratado de La Vida Espiritual (S. Vicente Ferrer.) [Esp. - 28 páginas]
 
1088 - Método Completo Para Três Cursos de Canto Gregoriano Según La Escuela de Solesmes (Gregorio M. Suñol. Barcelona, ano 1931) [PT. - 109 páginas]
 
1089 - The Liber Usualis with introduction and rubrics in english - edited by the benedictines of Solesmes (New York, ano 1961) [Ing. - 2340 páginas]
 
1090 - Martirologio Romano - Versión Española ajustada a la edición vaticana de 1948 por Pe. Valentin M. Sanchez Ruiz, S. J. ... (Madrid, ano 1953) [PT. - 190 páginas]
 
1091 - Pontificale Romanum - Clementis VIII Ac Urbanus VIII Jusu Editum Et a Benedicto XIV Recognitum Et Castigatum (Ed. Laudate Dominum, ano ?) [Lat. - 330 páginas com cor]
 
1092 - Rituale Romanum Pauli V Pontificis Maximi Jussu Editum Aliorumque Pontificium Atque Auctoritate SSMI D.N. PII Papae XI ad normam codis júris canonici accommodatum, edito juxta typicam vaticanam (ed. Laudate Dominum, ano ?) [Lat. - 519 páginas com cor]
 
1093 - Suma de Teología (Santo Tomás de Aquino. Madrid, ano 2001) [Esp. - 1020 páginas; Edição dirigida pelos Regentes de Estudos das Províncias Dominicanas em Espanha; não solicitável - a este livro estão outros de continuação nos número seguintes da biblioteca]
 
1098 - PARTITURA - Nous Voyons Que Le Hommes (J. Arcadelt. séc. XVI) [Fr. - 2 páginas, cantus, altus, tenor]
 
1099 - PARTITURA - Ave Verum (L. da Viadana. séc. XVI/XVII) [Lat. - 3 páginas; 4 vozes...]
 
1100 - PARTITURA - Musette - de la Suite Anglaise II, BWV 808 (J. S. Bach) [órgão - 1 página; manual 3 vozes]
 
1101 - PARTITURA - Fourteen Canons on the First Eight Notes of the Goldberg Ground (BWV 1087) (J.S. Bach) [teclado - 16 páginas]

(continuação)

27/12/16

RELATOS DE UM FIRME LIBERAL (I)

D. José Mascarenhas Barreto, Marquês da Fronteira e de Alorna, firme liberal, deixou-nos a sua vida por escrito nas "Memórias do Marquês de Fronteira e d'Alorna D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto ditadas por ele próprio em 1861". Embora não recomendemos a obra como fonte inquestionável para os assuntos relativos às disputas liberais contra o tradicional Portugal, colocamos aqui trechos interessantes pela ordem exacta do livro. A esta primeira publicação damos o nome de:

Do Assassinato de D. João VI até á Ocupação da Guarda

"O projecto estava decidido para o seguinte mês de Setembro, devendo nós sair de Roma ao fim de Maio. Fomos, porém, surpreendidos por uma notícia que muito nos desarrojou e entristeceu: a morte de ElRei D. João VI. Nem o Embaixador nem nós podíamos imagina quem lhe sucedia, não tendo a menor simpatia por nenhum dos seus filhos, porque o mais velho tinha concorrido para que perdêssemos a melhor das nossas colónias e D. Miguel tinha sido de tal conduta, que nenhum indivíduo que se respeitasse o podia desejar para Rei.

Uma manhã fui chamado repentinamente à Embaixada e encontrei, lavado em lágrimas, Monsenhor Cherebini, antigo Núncio em Lisboa, a quem ElRei muito protegia, e com quem simpatizava, um tal Conde Cabral, nosso compatriota, Conde do Sacro Palácio, que, nessa época, era um gravador ordinário, sem ter onde cair morto, e que, hoje, com o negócio de objectos de belas-artes, tem feito tal fortuna, que o consideram rico em Roma! Era porcionista do bolsinho de ElRei D. João VI e soluçava, fazia uma tal lamúria, que não se podia entender, persuadindo-me eu, pelo que via, que o velho Embaixador tinha morrido. Entretanto, porém, na sua câmara e achando-o deitado, foi ele que me pôs ao facto do triste acontecimento.
 
Nesse dia tínhamos um pontifical na Igreja de Santo António dos Portugueses, celebrado por um antigo Núncio em Lisboa, no tempo de D. Maria I, o velho Cardeal Pacca, então nosso Cardeal protector. Aplicou-se logo a Missa por alma do nosso augusto Monarca. Ainda havia no grande edifício de Santo António dos Portugueses alguns eclesiásticos nossos compatriotas. O Capelão-Mor era um português, e um dos padres, familiar do famoso Bispo de Bragança, Monsenhor Lopes, Camarista do Papa, também ali residia.
 
A Embaixada do Brasil era composta duma maneira um pouco extraordinária, ressentindo-se da juventude do novo Império. O Ministro era Monsenhor Freixo, digno eclesiástico, mas que desconhecia completamente o lugar que ocupava; o Secretário parecia mais um criado de servir do que um diplomata, e nenhum falava senão o português.
 
Apesar de grande indisposição que havia ainda entre os portugueses e os brasileiros, existia o maior acordo entre as Legações Brasileira e Portuguesa, vivendo como compatriotas. Recebeu-se a notícia do nascimento do actual D. Pedro II e o nosso Embaixador prontificou logo a nossa Igreja de Santo António para que o Ministro do Brasil ali fizesse cantar um Te Deum, ao qual assistimos todos.
 
[...]
 
Fomos a S. Pedro encomendar-nos, pela última vez, junto ao túmulo dos Apóstolos e subimos ao Vaticano, para sermos abençoados, também pela última vez, pelo Venerando Papa Leão XII, e , saudosos, nos despedimos de numerosos amigos que nunca mais tornámos a ver. O Embaixador, não esquecendo coisa alguma, deu-nos grande quantidade de cartas de recomendação para os seus muitos amigos nas cidades por que íamos passar. Depois dum excelente e concorrido jantar na nossa Embaixada, seguimos na madrugada seguinte o caminho de Perugia, dirigindo-nos a Paris.
 
Fomos convidados, por equívoco, para um jantar: o General Toledo, que então era Ministro de Espanha, um dos absolutistas mais exaltados que tenho encontrado, entendeu que nós partilhávamos as suas ideias políticas e convidou-nos a jantar. Foi um dos mais agradáveis que tenho tido. Nele encontrámos o poeta Lamartine, que então era Secretário da Legação na Toscana, o Príncipe Paulo de Wurtemberg, com a bela Condessa espanhola que ele acompanhava por toda a parte, e alguns artistas célebres da época, tanto francesa, como italianos. A conversação foi muito animada e o jantar extremamente alegre; todos queriam ouvir Lamartine, mas ele pouco disse de interessante naquele dia. O poeta tinha tido uma grande herança e não falava senão nos bons cavalos que tinha mandado vir de Inglaterra e nas belas equipagens que tinha encomendado.
 
[...]
 
O nosso parente, Marquês de Abrantes, D. José, que ali estava e quem não falámos, porque ele procurou sempre evitar-nos, era considerado como uma vítima expulsa da pátria pelos liberais portugueses. Pobres liberais que, naquela época, partilhavam a mesma sorte do Marquês!

D. António de Meneses, I Marquês de Vila Flor,
I Duque da Terceira
(grande líder liberal - um dos suspeitos do regicídio de
D. João VI)
[...]
 
Em Paris tivemos o agradável encontro dos Condes de Vila Flor. O Conde tinha saído de Portugal depois da morte de ElRei D. João VI, de quem era Camarista, para evitar as intrigas da Rainha Carlota que via com maus olhos os Camaristas de seu marido e, principalmente, o Conde de Vila Flor. [Marechal António Severim de Noronha, que foi depois feito por D. Pedro em nome de D. Maria II 1º Duque da Terceira, e honras de Parente da Casa Real]. 
 
Já em Roma tínhamos sabido da resolução que se tinha tomado em Lisboa de reconhecer o filho mais velho de D. João VI, D. Pedro, como Rei de Portugal, o que muito me maravilhou, por conhecer os indivíduos que rodeavam, nos últimos momentos, ElRei e que continuavam a fazer parte do Conselho de Estado do Ministério da Senhora Infanta D. Izabel Maria, Regente. [Portanto... parece que os liberais estavam bem posicionados e discretos].

Supunha que o Conde de Porto Santo, Ministro dos Negócios Estrangeiros, apesar de ser o tipo da probidade e honradez, antigo Védor da Rainha Carlota e adversário do movimento de 24 de Agosto, seria partidário de D. Miguel, mas enganei-me completamente: era grande legitimista e entendeu que a legitimidade à Coroa de Portugal estava em D. Pedro. [os legitimistas não eram aqueles que estavam por D: Miguel, como hoje se diz muito, mas sim aqueles que assentavam a escolha na questão da legitimidade - tanto existiam legitimistas por D. Pedro como por D. Miguel]

O que nunca percebi foi como o Dique de Cadaval, Conselheiro de Estado, com bastante influência naquela época e miguelista pronunciado, como depois provou, estava tanto de acordo em reconhecer os direitos de D. Pedro, que se apressou a fazer com que a Regente nomeasse seu irmão, o Duque de Lafões, para ir cumprimentar o novo Rei, da parte da nobreza de Portugal. [Esta informação é um tanto estranha..., recomenda-se cautela]

Quando cheguei a Paris, as cartas e informações, que me deram muitos compatriotas que ali estavam, era concordes em que a Regente do Reino e os chefes das diferentes cores políticas esperavam tranquilamente as disposições que ElRei D. Pedro IV daria do Brasil. [Está visto que há uma forma internacional que operou de fora para dentro]
 
O nosso Ministro em Paris era o respeitável ancião Pedro de Mello Breyner, pai do actual Conde de Mello, antigo magistrado, que já tinha exercido uma comissão diplomática em Roma, antes da Revolução de 24 de Agosto, honrado cavalheiro, duma rectidão proverbial como magistrado, mas sem formas nenhumas diplomaticamente, apesar de ter maneiras muito distintas, e falando um francês que com dificuldade se podia compreender. Tinha reputação de professar princípios liberais, mas com dificuldade se sujeitava às condições do Governo Representativo. Havia recebido a educação que recebia a velha aristocracia portuguesa no meado do século passado [séc. XVIII], e toda a sua vida tinha sido Desembargador, duas condições que não podiam concorrer para formar um liberal da nossa época.
 
[...]
 
As minhas instruções para Lisboa eram que esperássemos pelo resultado que viesse do Brasil e a minha demora em Paris tinha por fim esperar também aquele resultado, ou para vir para Portugal, se as circunstâncias o permitissem, ou para mandar ir minha filha e esperá-la em algum dos portos de França.
 
No mês de Agosto fomos surpreendidos com a notícia de que o Sr. D. Pedro tinha outorgado a Carta Constitucional e abdicado em sua filha, a Princesa do Grão-Pará, D. Maria II, e muito mais surpreendido fiquei quando o nosso Ministro, Pedro de Mello Breyner, entrou em minha casa e nos apresentou a Carta Régia, pela qual o Sr. D. Pedro me nomeava Par do Reino hereditário, nomeação que também entregou ao Conde de Vila Flor. [então .... estes já estavam reunidos em Roma e designados para estas coisas....!!!]

[...]

Fomos convidados para, em dia designado, comparecermos na Legação e prestarmos juramento ao novo Rei e ao novo Código. As salas da Legação estavam cheias de compatriotas. Os Condes de Penafiel, Subserra e Vila Flor, Braamcamp, Silvestre Pinheiro e outros muitos, prestámos o solene juramento nas mãos do respeitável Pedro de Mello Breyner e quem nos apresentou os Evangelhos foi o célebre Cavalheiro Alpoim, Secretário de Legação e poeta do Quartel General do General patriota Cabreira, e que, depois, foi um dos mais exaltados miguelistas: jurou connosco e recebeu-nos o solene juramento!

Voltar à pátria era a consequência destes acontecimentos, para todos sustentarmos a Regente na manutenção do augusto Código que nos dava a liberdade.

Os emigrados de 1823 estavam, pela maior parte, em Paris, e os seus chefes José da Silva Carvalhão, Moura e Ferreira Borges ali conviviam connosco, celebrando a nova era que se ia inaugurar na nossa pátria.

A falta de meios, falta que honrava muito estes cavalheiros, retinha-os em Paris, enquanto os não arranjavam para empreender a viagem.

Chegado o mês de Setembro, foi necessário separar-me dos meus amáveis companheiros de Paris. Parti para Londres, os Condes de Vila Flor para a Holanda, e meu cunhado e bom companheiro, José da Câmara, para o Havre de Grâce, na companhia da célebre poetisa, M.me. de Sousa e do, então criança, Conde de Morny, hoje Presidente do Corpo Legislativo. Meu cunhado, depois de estar algumas semanas no Havre, embarcou para Lisboa, e os Condes de Vila Flor, depois duma curta viagem na Holanda, vieram reunir-se connosco em Londres.

[...]

Muitas vezes acompanhei, a cavalo, a mãe do dono da casa, a velha Marquesa de Salisbury, que tão velha era, que a cara e mãos pareciam de cortiça, e morreu queimada no seu quarto, poucos anos depois. O Marquês de Palmela ali me apresentou ao Duque de Wellington e, sabendo que eu servia no Exército, perguntou-me em que regimento e, como lhe disse que era no 4 de Cavalaria, fiquei maravilhado da sua memória porque sabia a história do meu Regimento e os nomes dos Comandantes que tina tido durante a Guerra, como se ele tivesse servido no Corpo.

Quando estávamos em Londres, soubemos que tinha havido, no Algarve e noutros pontos do país, movimentos revolucionários contra a Carta Constitucional, proclamando D. Miguel Rei. No mês de Novembro partimos para Lisboa, embarcando junto à Torre de Londres, no vapor Duque de York, que era o primeiro barco a vapor que fazia a carreira de Lisboa, e tínhamos por nossos companheiros de viagem mais quarenta compatriotas.

[...]

Nunca tinha estado separado, por tanto tempo, do meu bom irmão e foi com grande gosto que o abracei e ao nosso amigo João Evangelista. As notícias que nos deram da família foram excelentes; minha filha esperava-nos com alvoroço. As notícias do país, porém, não eram satisfatórias. Meu irmão tinha recolhido, havia pouco, duma campanha que fizera debaixo das ordens do General Saldanha, no Alentejo e no Algarve, contra os sectários de D. Miguel e preveniu-me logo que os negócios iam de mal a pior e que uma parte da guarnição de Lisboa tinha ordem de marcha, entrando no número dos corpos que deviam marchar Cavalaria 4, a que pertencíamos.

[...]

O gosto que tivemos em tornar a ver a filha, os parentes, os amigos e a pátria, depois duma mudança de Governo, só pode ajuizá-lo quem, como nós, tem passado por estas emoções. Muitas vezes depois, passámos por elas, eu, minha mulher e irmão, em consequência dos nossos princípios liberais, e são os que nada sofreram por aqueles princípios, que nos acusam hoje de reaccionários contra a dinastia e liberdade! Faz dó!

Benfica estava em gala e a nossa entrada na residência dos meus maiores muito nos lisonjeou e afectou. A numerosa família esperava-nos no pátio, juntamente com os bons vizinhos. Os sinos dos nossos antigos amigos dominicanos repicavam e uma quantidade de girandolas de foguetes subiu aos ares. Nas salas esperavam-nos minha Avó, tias e muitos parentes de ambos os sexos, e a Comunidade de S. Domingos, com o seu Prior, o nosso bom Fr. Domingos, e que era composta de antigos amigos do meu Pai, que me tinham visto nascer e a meu irmão e que festejavam com efusão a nossa chegada.

[...]

Saindo de Benfica e entrando na sociedade, que naquela época, era muito animada na capital, fiquei maravilhado da revolução que tinha havido na mesma sociedade e da mudança de opiniões políticas em grande parte da aristocracia. Os fidalgos, que, com tanto entusiasmo, haviam proclamado o absolutismo em 1823, lisonjeavam-se muito com o pariato e parecia que se tinham feito liberais. Chegava a ser um pouco caricato o muito que apreciavam o pariato hereditário, não largando a farda de Par nas mais pequenas soirées e, quando a largavam, vestiam um fraque azul com uns botões imensos, em que estavam gravados o manto de Par e a legenda: Par do Reino. Lembro-me de ter dito a alguns que, para a obra ser completa, faltava o nome do digno Par, o que seria útil, para evitar o trabalho duma apresentação.

Encontrava os mais façanhudos miguelistas de 1828, como o Duque de Cadaval, Marquês de Tancos, Conde de Mesquitela e outros muitos, não largando o honroso uniforme e pregando, de missão, a favor da Carta Constitucional e do novo Monarca.

[...]

A Infanta Regente, com os seus Ministros, tinha diligenciado o mais possível e conseguido que os chefes da revolução de 24 de Agosto não fossem eleitos deputados, já por conselhos do Gabinete inglês, já para evitar apreensões do absoluto e quase despótico Gabinete espanhol, já por ferir a suscetibilidade de muitos dos nossos compatriotas que declaravam que eram absolutistas na presença do movimento de 24 de Agosto e que eram liberais na presença da Carta Constitucional, em consequência da diferente origem da Carta da Revolução de 1820.

[...]

As discussões na Camara dos Pares eram, às vezes, animadas, provocadas pelos progressistas de então, que tinham por chefes os Condes de Linhares, da Taipa e da Ponte, o qual, mudando, depois, de opiniões políticas, foi Ministro Plenipotenciário de D. Miguel em Paris e muito nos atormentou a nós outros, emigrados, e muitos esforços fez para transtornar o bom êxito da Causa da liberdade e legitimidade.

[...]

Como antigo Ajudante do General Sepúlveda e tendo saído de Portugal pelas minhas ideias liberais, tinha a reputação de exaltado e muitos dos dignos Pares e Deputados, e mesmo alguns Ministros, desconfiavam de mim e faziam-me sentir a sua pouca simpatia.

Fui, como devia, beijar a mão a Sua Alteza, a Infanta Regente, e friamente recebido por Sua Alteza e pela sua Côrte. Entendi que não devia ir a Queluz, porque me expunha a ser muito mal recebido por Sua Majestade, a Rainha Carlota, apesar de entender que devia ir beijar a mão à augusta Princesa D. Maria Benedicta, de quem meu Avô e Pai tinha tido a honra de ser Vedores, e a quem toda a minha família deveu grandes distinções. Contudo, achei prudente evitar o Paço de Queluz, e evitei-o.

Ei e minha mulher conservámos as mais íntimas relações com os nossos parentes e companheiros de viagem, os Condes de Vila Flor: diariamente os víamos e havia completo acordo entre as nossas opiniões políticas e as de muitos amigos e parente, para a defesa e sustentação do trono da Rainha, a Senhora Dona Maria II, e da Carta Constitucional.

O Gabinete espanhol protegia decididamente os movimentos revolucionários em Portugal a favor de D. Miguel. Os miguelistas invadiam as nossas fronteiras, faziam as suas correrias, tanto nas províncias do norte como do sul, e, quando perseguidos pelas forças liberais, achavam guarida na Espanha.

Os chefes dos miguelistas eram, no norte, o Marquês de Chaves, com os seus parentes e antigos amigos de 1823; no sul, o velho General Maggessi que entrava em Portugal, quando bem lhe parecia, retirando-se para Espanha, quando era perseguido, e sendo ali bem recebido.

O General da Província do Alentejo era o bravo Visconde de Beire, o qual, oficial de Guerra do Roussillon, com todas as campanhas da Guerra Peninsular, cansado e velho, declarava ao Governo que, apesar da sua boa vontade e da sua fidelidade à Dinastia e à Carta, não tinha forças para exercer a comissão de que estava encarregado.

Fui apresentar-me ao meu Regimento e com gosto vi, apesar da amizade que lhe tinha, que o meu antigo Coronel, o Conde de S. Lourenço, tinha sido desligado, pois que eu pouca confiança tinha nele, quando se tratava de defender a liberdade e a dinastia de D. Pedro. O Corpo era comandado pelo Tenente-Coronel, meu parente e amigo, D. Tomás de Mascarenhas. Pouca alteração achei na oficialidade: conservavam-se quase todos os camaradas que ali tinha deixado três anos antes.

[...]

[carta do General Conde de Vila Flor] "Meu Marquês. O Almirante Quintela, que está interinamente com a pasta da Guerra, veio aqui ontem à noite, depois de tu partires, comunicando-me uma ordem de Sua Alteza, a Regente, para eu substituir o Visconde de Beire no comando das Armas da Província do Alentejo; nomeio-te meu Ajudante de Campo, se tu quiseres, e, nesse caso, mostra a carta ao teu Comandante e fica para marchar comigo amanhã".

Desde este momento, tive a honra de principiar a minha carreira de Ajudante de Campo do bravo General, a quem a Pátria deve a liberdade e a Dinastia o trono, a de partilhar, como ele, todos os perigos e trabalhos, até à Convenção de Évora Monte. Mostrei a carta ao Tenente-Coronel Comandante e, recebendo ordem para me apresentar ao General, assim o fiz logo, tendo grande prazer quando soube por ele que os meus camaradas eram o capitão Mendes, mais tarde Barão do Candal, de quem já tinha sido camarada, como Ajudante do General Sepúlveda, e o meu antigo amigo de infância, camarada do Regimento 4, o alferes D. António José de Mello, hoje Inspetor Geral de Cavalaria.

[...]

O resultado do combate, em forças tão diminutas, faz ver como ele foi renhido. Os dois esquadrões rebeldes foram completamente destroçados, ficando vinte e cinco homens mortos no campo e vinte e nove prisioneiros. Os rebeldes retiraram-se para Espanha, entrando pela Codeceira. A nossa artilharia disparou alguns tiros sobre as colunas inimigas, fazendo-as retirar aceleradamente, algumas em debandada. Nós acamámos junto à Codeceira e, na madrugada seguinte, fizemos um reconhecimento, entrando em Espanha, conde soubemos que Maggessi seguia e estrada da Ponte de Alcântara.

[...]

A Benfica vieram muitos liberais abraçar-me e festejar o primeiro triunfo das armas constitucionais. Quando se tem vinte e três anos, suporta-se todo o cansaço e eu, como não partia naquela noite, fui com minha mulher para o Teatro de S. Carlos, onde tive uma pequena ovação, não por causa da minha pessoa, que pouco importante era, mas pela notícia que tinha trazido.

[...]

Em Abrantes apresentei-me ao General e descobri nele, não uma resolução de se revoltar, mas a decisão de não se comprometer. Não acreditava na estabilidade da dinastia de D. Pedro e da Carta Constitucional, mas não julgava segura a causa de D. Miguel nem bastante forte o Exército miguelista, comandado pelo Marquês de Chaves. Percebi que o seu projecto era esperar o resultado dos acontecimentos. A guarnição eram algumas companhias do Regimento 20 outras do Regimento de Milícias de Tomar.

[...]

Preveniu-me ele de que, ao romper do dia, devíamos marchar sobre a Guarda que estava ocupada pelas forças miguelistas do comando do Visconde de Mollelos. (...)

Mal tinha descansado alguns momentos, os tambores e os clarins anunciavam a marcha. Seguimos sobre o Fundão, Alpedrinha e Covilhã e reunimos todas as forças do General Vila Flor com as do General da Província, João de Lacerda, acampando junto a Belmonte.

O General João de Lacerda e seu irmão eram os únicos parentes do Marquês de Chaves que seguiam a causa da liberdade. Apesar dos seus sentimentos liberais, percebia-se que a sua posição era muito desagradável, porque tinham, do lado contrário, todos os seus parentes e amigos de infância. Declarava-nos francamente que, se conservava o comando, era porque a honra militar assim o exigia.

Servia-lhe de Chefe de Estado Maior o seu parente, Major Afonso Botelho, hoje deputado histórico e progressista e então o liberal mais tíbio e vacilante que encontrei, receando muito um comprometimento sério; percebia-se-lhe a grande vontade de que tudo acabasse em bem para os seus parentes e amigos Silveiras, importando-lhe pouco a causa da liberdade e da dinastia. A indecisão, que o acompanhou sempre, é que fez com que ele não desertasse; mostrava, porém, a sua boa vontade, não querendo só pô-la em execução: queria passar para as fileiras inimigas com alguma importância.

O General Lacerda, seu parente, muito bem percebia as suas intenções, mas pouca importância lhes dava, porque sabia impor-se aos seus subordinados e conservar o espírito de comando.

O Major Afonso Botelho é prova disso, porque foi sempre um bravo soldado.

O General Conde de Vila Flor tinha por Chefe de Estado Maior o Major Pereira Pinto, antigo capitão do Exército de Napoleão, tendo feito as campanhas da Alemanha e da Rússia, distinto oficial e muito instruído; era filho da Beira Baixa e muito conhecedor do nosso país, tendo a sua topografia na cabeça.

[...]

Na véspera do dia de Natal ocupámos a Guarda que estava coberta de neve, como uma cidade da Rússia ou da Polónia. A Guarda tem a reputação de ser a cidade mais fria, não só de Portugal, mas de toda a península hispânica; o frio e a falta de lenha fizeram com que nos conduzíssemos um pouco como em país conquistado, sendo necessário, para nos aquecermos, queimar uma parte das portas das casas onde habitávamos.

Ali fizemos alto, mandando o General colocar os postos avançados sobre as estradas de Almeida e Celorico, e nessa noite tivemos um grande alarme, porque os reverendos cónegos, apesar da posição delicada em que a cidade estava, entenderam que, à hora do costume, os sinos da catedral deviam repicar, anunciando a Missa do galo. Pegámos em armas, porque julgámos que os sinos tocavam a rebate, de acordo com as forças de Mollelos, e que nos queriam surpreender, mas, em lugar dum combate, tivemos uma solene Missa do galo, a que assistimos em grande número.

(a continuar)

26/12/16

COMENTÁRIOS IBÉRICOS (II)

(continuação da I parte)
 
Romão, Esp. - Não, não, não. Eu não falei de cruzadas proclamadas pela Igreja, só da invocação da cruz como legitimação para ocupar o território. Isso sucedeu na Península durante toda a Reconquista e continuou sendo utilizado para a posterior expansão territorial. Isabel soube desde cedo que necessitava recorrer à legitimação religiosa para ocupar os territórios aos quais chegavam os seus navegadores. Nem Inglaterra, nem EEUU recorreram a essa legitimação para a sua expansão, por muitos cristãos que fossem. Neste caso a autoproclamada "superioridade anglo-saxónica" legitimava a eliminação física dos indígenas. Nem sequer no séc. XIX os colonos de EEUU pararam para pensar se aqueles índios tinham ou não direitos, enquanto que na Espanha de Carlos V tinha havido intensos debates teológico-sociais sobre o tema e os choques entre a Igreja Católica e os colonos eram frequentes por isso.
 
José, Pt. - 1 - "España": "El salto a África y el posterior a lo que sería América no era más que la prolongación de aquel espíritu de Cruzada y los territorios también quedarían incorporados"... A intenção não era a de "cruzada", mas sim a da prosperidade económica. [José já tinha explicado que a ida à América foi intencionalmente uma ida à Índia asiática, onde se acreditava haver cristãos, a qual era conhecida pelas riquezas, e indo por ocidente]. Também é verdade que depois houve a acostumada preocupação com as almas do território [é uma obrigação], como era coisa normal de cristãos. Mas a iniciativa para África e Índia [asiática] era o ouro, as especiarias, etc.. Conhece as cartas de Isabel a Católica que pertenciam à colecção da Casa de Veragua, e que foram adquiridas pelo Estado espanhol no início do séc. XX? O "espírito de cruzada", a suposta santidade de Isabel de Castela são em parte composições dos grupos: a) daquele Clero e Nobreza que queriam legitimar Isabel, b) o patriotismo do séc. XIX, e depois séc. XX. O tradicionalismo espanhol é bom, mas há que expurgar-lhe algumas fantasias históricas e interpretações megalómanas.
2 - Que reinos cristãos "se limitan a explotar y hacer esclavos"!?
3 - "Isabel supo desde muy pronto que necesitaba recurrir a la legitimación religiosa para ocupar los territorios a los que sus navegantes llegaran."... mas transgrediu as bulas papais que protegiam os territórios portugueses em África... depois transgrediu o tratado de Alcáçovas-Toledo quando Colón chegou à "Índia", descobrimento feito em território português [segundo o tratado] que o Papa Alexandre VI "solucionou" em favor de Castela [olha quem, e olha como...]... Sim, obediência ao Papa Alexandre VI... mas não aos anteriores!
 
Romão, Esp. - Portugal bem poderia ter tido a sua grande oportunidade se tivesse confiado na palavra de Colón. [afinal admite que a proposta de Colón era a de ir para a Índia asiática por Ocidente...]. Deu-se a ocasião de que quem o fez foi Isabel. Os tratados americanos para com os territórios que se iriam conquistando durante finais de XV e XVI foram para evitar problemas com um Portugal ao que Castela, primeiro, e Espanha depois estavam muito unidos com laços de sangue real, mas se no lugar de Portugal fosse França a que se encontrasse no lugar deste tenha por certeza que jamais teria havido semelhantes concessões por parte dos Reis Católicos nem de Carlos V.

José, Pt. - 1 - "Portugal bien podría haber tenido su gran oportunidad si confiara en la palabra de Colón" ... Que grande oportunidade!? ... Colón acaso descobriu o caminho marítimo por ocidente para a Índia? O território português na América tinha poucas riquezas naturais!? O primeiro monarca a quem Colón explicou a localização da descoberta foi a Isabel, ou a Fernando!? Acaso a América pode ser cientificamente apenas UM continente, quando pela definição conhecida têm de ser três, ou pelo menos dois? [está indirectamente a dizer-lhe que com a chegada de Colón nem sequer a América foi descoberta, visto não ser a América um único continente, na realidade] Como existe um livro português com as MESMAS coordenadas que usou Colón para fazer a primeira viagem, sendo esse livro anterior a ela? Como Colón faz o "descobrimento" justamente na parte portuguesa segundo o Tratado de Alcáçovas? [o qual asseguraria a posse do território descoberto a Portugal, e não a Castela] Como foi possível que, finalmente, Portugal tivesse navegado a costa de África em direcção à verdadeira Índia sem encontrar impedimentos de corsários espanhóis, italianos, que agora estavam entretidos em seguir o "novo caminho" para a ´falsa Índia? Por fim... como o Rei de Portugal, trata a Colón por "especial amigo"!? ;)
2 - "jamás hubiera habido semejantes concesiones por parte ni de los Reyes Católicos " .... Concessões!? ... Quais!? ... a da filha mais velha [herdeira] de Isabel casar com o filho mais velho do Rei de Portugal!? ... A de D. Manuel de Portugal ter sido JURADO como legítimo pela Côrte de Castela em Toledo!? ...

Quase posso garantir que havia mais conversas assim, e que terão sido apagadas.

BIBLIOTECA ASCENDENS - difusão (XVIII)

(continuação da XVII parte)

[para a requisição gratuita de obras, veja como, aqui]

1023 - Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett. ?) [PT. - 152 páginas, versão digital]

1029 - Pequeña Historia de Inglaterra (G. K. Chesterton) [Esp. - 114 páginas, versão digital]

1030 - San Francisco de Asís [G. K. Chesterton) [Esp. - 72 páginas, versão digital]

1031 - Ortodoxia (G. K. Chesterton. Ed. MC mundocristão, S. Paulo, Brasil, ano 2008) [PT - 265 páginas]

1032 - Porqué me conveti al catolicismo (G.K. Chesterton) [Esp. - 4 páginas]

1035 - A Divina Comédia - Inferno (Dante Alighieri. eBooksBrasil, ano 2003) [Pt. - 298 páginas]

1039 - O Século do Nada (Gustavo Corção. Distribuidora Record, Rio de Janeiro - S. Paulo, ano de ?) [Pt. - 221 páginas]

1040 - Odisseia (Homero. eBooksBrasil, ano 2003) [Pt. - 557 páginas, versão digital]

1041 - A Divina Comédia - Paraíso (Dante Alighieri. eBooksBrasil, ano 2003) [Pt. - 279 páginas, versão digital]

1046 - Hamlet: Drama em Cinco Actos (William Shakespeare. Traduzido por Luís I, rei de Portugal) [Pt. - 123 páginas, versão digital]

1049 - PARTITURA - Pastorale (Domenico Sipoli, séc. XVII/XVIII) [órgão, teclado manual - 4 páginas]

1050 - Academia dos Humildes e Ignorantes no sítio de N. S. da Consolação sua Protectora, Diálogo entre um Teólogo, um Letrado, um Filósofo, um Ermitão,  um Estudante, e um Soldado, que a todos os seus Anjos, e Santos Advogados, especialmente a Santa maria Madalena, S. João Nepomuceno, Santa Rita de Cassia, Santo António de Lisboa dedica seu indigno Patrício - VII Tomo (Fr. Joaquim de Sta. Rita. Lisboa, ano 1765) [Pt. - 500 páginas]

1052 - A Maçonaria e os Jesuítas - Instrução Pastoral do Bispo de Olinda aos seus diocesanos (Rio de Janeiro, ano 1875) [Pt. - 219 páginas - este livro carece ainda de revisão nossa]

1053 - A Morte Suave, e Santa, ou Preparação para a Morte, obra recompilada dos Santos Padres e de Gravíssimos autores em Piedade, e Letras.... I e II Parte ("por um seu indigno servo". Lisboa [Régia Oficina Tipográfica], ano 1781) [Pt. - 370 páginas]

1058 - Catecismo da Suma Teológica (Tomás Pègues. Ed. Difusión, Bs. Aires, ano 1945) [Esp - 207 páginas, versão digital]

1059 - Crónica dos Carmelitas da Antiga, e regular observância nestes Reinos de Portugal, Algarves, e seus Domínios... II Tomo (Fr. José Pereira de Sta. Ana. Lisboa, ano 1751) [Pt. - 500 páginas]

1065 - Depois do Terremoto - Subsídios Para a História dos Bairros Ocidentais de Lisboa - II Volume (Matos Sequeira. Lisboa, ano 1917) [Pt. - 590 páginas de cor]

1069 - Prodigiosas Histórias e Miraculosos Sucessos Acontecidos na Casa de Nossa Senhora da Nazaré...  II Parte (Abade Manuel de Brito Alão. Lisboa, ano 1637?) [Pt. - 500 páginas]

1076 - Os Jesuítas, e as Letras ou A Pergunta Respondida (Pe. José Agostinho de Macedo. Lisboa, ano 1830) [Pt. - 34 páginas]

1077 - Os Jesuítas ou o Problema que resolveu e ao Muito Alto, e Muito Poderosos Rei o Senhor D. Miguel I Nosso Senhor ... (Pe. José Agostinho de Macedo. Lisboa, ano 1830) [Pt. - 37 páginas]

1080 - Revolução e Contra-Revolução (Plínio Correia de Oliveira) [Pt. - 73 páginas]

(continuação, XIX parte)

COMENTÁRIOS IBÉRICOS (I)

Em certo grupo auto-classificado "hispanófilo" até agora houve 55 comentários trocados entre gente de língua castelhana, portuguesa e italiana. Estes comentários formam um todo interessante, de certa forma resumem certos mitos dos militantes da "hispanidad" e a respectiva correcção. Nada mais didático que traduzir-vos estes diálogos.
 
Antes de mais, transcrevo e traduzo o início do artigo que foi depois comentado:
 
"As Falsas Crenças de Que Éramos Colónias
São muitos, muitíssimos, os académicos, letrados e investigadores que ao longo da Hispanidad assinalaram como erro a denominação "colónia", pelo qual pediram a eliminação desta designação, pois cria ideias equivocadas associadas a sentimentos de inferiorização e derrotismo na nossa Consciência Histórica.
Apesar disso, para estar em conformidade com a ideologia política republicana e oficialista que nos supõe uma liberdade social e nacional que até então nunca existira, nos programas oficiais do ensino continuam-nos a impor a palavra "colónia" ao longo da nossa escolarização.
Para esta reclamação documentarmos, nada melhor que ler a aprovação da Academia Nacional de História da Argentina, a qual fez 2 em Outubro de 1948 uma chamada de atenção para que fosse mudada a palavra "colónia" dos livros e da idiossincrasia popular:
"A investigação histórica moderna colocou em evidência os altos valores da civilização espanhola e sua influência para o Novo Mundo.
Como uma homenagem à verdade histórica, corresponde estabelecer o verdadeiro alcance da qualificação "colónia", em certo período da nossa História. (...)"
 
Passemos aos comentários que aqui foram surgindo já muito despegados do artigo, os quais são de proveito. Apenas passarei os comentários de importância dos dois lados da conversa, e traduzo-os. Usarei de nomes fictícios e colocarei de que língua é cada um dos intervenientes:
 
José, Pt. - Caros senhores, não conhecem a história de Espanha? Colón propôs-se em descobrir o caminho marítimo para a Índia, por Ocidente. As NOVAS terras que descobriu não eram verdadeiramente a Índia, equívoco mantido por bastantes anos. Os europeus sabiam que a Índia era uma região de grande civilização antiga e dizíamos então ter cristãos antigos. "A primeira dessas leis é de 1519, emitida para a ilha Espanhola" [aqui comenta o parágrafo do artigo, que é assim: La Recopilación de Leyes de Indias nunca hablaban de colonias, y en diversas prescripciones se establece expresamente que son Provincias, Reinos, Señoríos, Repúblicas o territorios de Islas y Tierra Firme incorporados a la Corona de Castilla y León, que no podían enajenarse. La primera de esas leyes es de 1519, dictada para la Isla Española, antes de cumplirse treinta años del Descubrimiento, y la de 1520, de carácter general, es para todas Islas e Indias descubiertas y por descubrir.] ...sim, para uma parte do território da Índia [ou seja, da Índia da qual se pensava ter descoberto o caminho, a Índia asiática] ... Seria IMPOSSÍVEL fazer de certa parte da Índia [asiática] uma colónia... Entendem!?

Página, Esp. - Na verdade a palavra índio significa habitante de terras longínquias, e destingua-se entre as Índias Orientais e as Índias Ocidentais. No livro " Los Viajes de Marcopolo" fala-se das índias também como territórios longínquos, mas esses territórios podia estar no oriente como no ocidente, contudo para ocidente era mais difícil chegar porque havia que ir navegando e Marcopolo fez a sua viagem por terra. Por fim há que dizer que o estado da Índia é uma invenção dos ingleses no séc. XX.
 
José, PT. - Ignorância!!! ... A proposta de Colón aos Reis foi a do descobrimento do caminho marítimo para a ÍNDIA, por Ocidente. Não existia o nome de "índia ocidental", portanto. Quando Colón chegou à América deu-se oficialmente como tendo chegado à ÍNDIA (na Ásia). Depois da primeira viagem, Colón informou também os reis de finalmente ter descoberto a ÍNDIA da Ásia.
Não ... em castelhano, até ao séc. XVI "índio" nunca significou mais que morador [nativo] da ÍNDIA da ÁSIA.
O nome "índias ocidentias" é uma forma agradável de não dizer a toda a Cristandade "nós, nossos reis de Castela, fomos enganados relativamente ao descobrimento do caminho ocidental marítimo para a Índia etc." ... mais fácil, mantiveram o nome "Índia", mas com necessidade de acrescentar "ocidental".

Página, Esp. - Procura o contrato que Isabel de Castela fez assinar a Colón antes da sua primeira viagem onde se lê "das terras já descobertas".
 
José, Pt. - "das terras"... "descobertas" ... África era conhecida e as Canárias descobertas depois! ... não!? ...
 
[...]
 
Romão, Esp. - Espanha vinha de 800 anos de reconquista contra os muçulmanos. Os territórios que recuperava incorporava-os aos seus Reinos. O salto à África e o posterior à América não era mais que prolongamento daquele espírito de Cruzada e os territórios também ficariam incorporados, neste caso a Castela, como terras da Coroa, mas não como colónias.
 
José, Pt. - Romão, não não ... reconquista de 800 anos!? ... Espírito de Cruzada em África!? ... O caminho marítimo para a Índia por Ocidentes ... era por espírito de Cruzada!? ......

Romão, Esp. - Reconquista (722, batalha de Covadonga - 1492, reconquista de Granada) = 770 anos. Espírito de Cruzada em África sim, assim o afirmou a Rainha Isabel a Católica quando faz ver aos seus sucessores a necessidade de recuperar o território norte-africano, a antiga Mauritânia romana, para a Cruz. E o caminho marítimo para a Índia não era espírito de Cruzada, mas quando os espanhóis chegam à América não se limitam a explorar e fazer escravos, ensinaram-lhes a religião, evangelizam, debatem sobre a alma do índio [melhor, "índio"], outorgam à Igreja um papel fundamental nas novas terras para denunciar os casos de abusos que se cometam... Sem espírito de cruzada a conquista teria sido igual que a britânica, uma campanha de extermínio contra os índios. [...] Pois se não sei história não sei se continuo a ser licenciado na mesma (em Espanha e México) e tendo mestrado em h. contemporânea de Latinoamérica... Suponho que na guerra de 1808-1814 contra os franceses também se recorreu à cruzada, nem a de 1833-1843, nem a de 1936-1939, não?

José, Pt. - Romão "800 años de reconsistas"!? ... ahah Isabel a Católica teve opiniões nem sempre muito católicas! "no se limitan a explotar y hacer esclavos" ... nem nenhum reino católico o fez! [...]
1 - Cruzadas: cruzadas oficiais da Santa Igreja com nome de "cruzadas" no séc. XIX!? Uhmm...
2 - Reconquista de 800 anos: a reconquista não foi feita durante 800 anos, senão que o seu intento ficou [apenas] completo [na Espanha] somente depois de 800 anos (menos de 100 anos em Portugal).
3 - Isabel a Católica manda roubar algumas vezes a Mina em África, em território português [duas Capitanias, uma de Mem Palha, e outra de Jorge Correia]. Até então [Isabel a Católica] não andava pelo continente africano a fazer apostolado.
4 - A intenção do descobrimento do caminho marítimo para a Índia (ásia) por Ocidente não era o da difusão da fé, porque nesse tempo acreditava-se que entre os nativos da Índia (Ásia) havia cristãos. Isabel a Católica tinha por certo que estes seriam CRISTÃO a ser súbditos iguais aos que tinha em Castela etc..
5 - Escravatura: a escravatura era em muitos casos a única forma justa de transferir a barbárie sem direitos territoriais às terras cristãs, para viver como cristãos, que assim teria de socialmente começar por viver por intermédio e responsabilidade de um Senhor (os filhos menores do Senhor, por exemplo, também não tinham direitos sociais territoriais sem ser por via de seus pais). O problema de como os espanhóis olham a escravidão relaciona-se com a crença de que não a praticaram largamente mas que fora praticada largamente pelos outros. Mas... a documentação recém descoberta mostra que Espanha foi a melhor cliente de Portugal e de Inglaterra na compra de escravos para a América.

(continuação, II parte)

22/12/16

ESPANHA NO SEU MELHOR ...

Em conversa com um antigo colega, ambos conhecedores do viver entre gente de língua castelhana, chegámos à mais simbólica caracterização do pensamento de um "espanhol":
 
"Se é do vizinho e é bom, é meu. Se é meu mas é mau, é do vizinho. Se é bom e do vizinho, e está provado que é do vizinho, é mau."
 
Em Portugal não temos desprezo por espanhóis, embora os nossos antepassados nos avisem a ter cautela com eles (o que é de prudência dado aos factos e experiência histórica, posicionamento geográfico, etc...). Historicamente somos conhecidos por receber bem, e não temos piadas contra espanhóis, nem falamos deles.
 
Neste contexto, continuando serenos na nossa sobriedade, basta que lhes divulguemos os "altos argumentos":


 
Pergunta: se rir de um coitado nunca fez rir ninguém, porque se riu esta gente? ;)

NOTÍCIAS - CHÁ DAS 5 QUINAS

Depois de algumas aventuras (dificuldades) avizinha-se o programa CHÁ DAS 5 QUINAS. Neste momento decorrem trabalhos de produção do primeiro episódio e investigação relativamente ao 2º e 3º episódios.
 
Com unanimidade daqueles a quem foi dado apreciar, fica pronto e apurado o genérico do programa:
 


Qual o tema do primeiro programa?...

O primeiro programa cruza Mafra e catolicismo... desmistifica certos erros hoje por aí divulgados... Promete... fica a surpresa!

Até breve.

21/12/16

"ABSOLUTISMO" PARA TÓTÓS ...

"Os reis "absolutistas", maldosos, que em Portugal queriam ter poder sobre a divulgação dos documentos já emitidos pela Igreja; até documentos Papais! Que escândalos, que escândalo!", gritam alguns influenciados por linhas semi-liberais-católicas, ou pelo grupo politizante português que se quis chamar "tradicionalista" pós vitória do liberalismo (grupo não suficientemente imune a defeitos liberais).

A verdade em primeiro: a aprovação de um documento difere da autorização de divulgação do mesmo.

Num Reino Católico também a publicação dos documentos da Igreja é assunto do Rei. As almas portuguesas são as mesmas almas católicas (não é possível separar o português do cristão, motivo pelo qual a lei não raramente chamou os não-cristãos de "os fora da lei". Em primeiro lugar, compete à Igreja o conteúdo doutrinal e moral etc. dos documentos que emite; também a Ela dizem respeito doutrinalmente e moralmente etc. os documentos régios. Os "mdernistados" (digo assim para não confundir quem chama aos outros "modernistas" sem saber definir "modernismo") costumam dizer que a Igreja se imiscuía nos assuntos do Estado, e vice-versa (incompreensão de raiz liberal, clarim da "liberdade" e independência para a Igreja, ou para o Estado).

Voltemos, e coloquemos o assunto em pontos práticos:
 
- O Rei tem a obrigação de não permitir a PUBLICAÇÃO e DIFUSÃO de documento que lhe pareçam ofensivos à doutrina, à justiça, ou confundam na fé os católicos seus súbditos, inclusivamente se emitidos pela Santa Sé? SIM. Hoje poderia acontecer com algum documento papal, ou poderia ter acontecido em tempos de arianismo, etc.. Em sua casa, analogamente, também ao pai de família o mesmo compete;
- O Rei tem obrigação de conhecer  previamente (directa, ou indirectamente por meio de designado)os documentos que a Santa Igreja pretende publicar no seu Reino? SIM. A Santa Sé é da mais alta confiança, deve o Rei conhecer em primeiro lugar o que é da vontade da Santa Igreja, e deve ser o primeiro a conhecer os documentos que ela quer fazer públicos no seu Reino.
- O Rei tem direito de conhecer previamente os documento que a Santa Igreja pretende publicar no seu Reino, podendo alterar prévia e devidamente o que de sentido contrário tivesse anteriormente colocado em andamento,  e evitar assim conflito e escândalo? SIM. O Rei tem este direito, por justiça, e para melhor exercer as suas obrigações de católico perante Deus relativamente ao cuidado das almas do seus súbditos.
 
Haverá quem agora tente dizer que Filipe I de Espanha foi absolutista, e que antes dele o absolutismo estava já instalado em Portugal e Espanha!? Veja-se:

"Provisão de Sua Majestade.
Eu ElRei faço saber que este alvará virem, que João Lopes livreiro do Arcebispo de Lisboa me enviou dizer por sua petição, que o dito Arcebispo queria mandar imprimir as Constituições de seu Arcebispado, assim as antigas, como as extravagantes primeiras, e segundas, e o Sínodo Provincial, que ultimamente se celebrou no dito Arcebispado, e o Calendário dos Santos, de que se nele deve rezar; e o Cerimonial das Missas; o que tudo fora visto, e aprovado pelo Santo Ofício, e por o dito Arcebispo. E porque as impressões neste Reino eram muito custosas, me pedia lhe concedesse privilégio, que nenhuma outra pessoa pudesse imprimir os ditos livros neste Reino, nem trazer de fora dele impressos, sob as penas, e pelo tempo que houvesse por bem. E visto seu requerimento, e o serviço de nosso Senhor, que se poderá seguir dos ditos livros serem impressos, hei por bem, e me praz, que pessoa alguma, de qualquer qualidade que seja, não possa por tempo de dez anos, que começaram da feitura deste alvará em diante, imprimir, nem vender nenhum dos ditos livros nestes Reinos, e Senhorios, nem os trazer de fora deles, salvo o dito João Lopes, ou quem para isso seu poder, e licença tiver: e qualquer outra pessoa, que durando o tempo dos ditos dez anos imprimir, ou vender qualquer dos ditos livros em meus Reinos, e Senhorios, ou os trouxer de fora deles sem sua licença, perderá para o direito João Lopes todos os volumes, que assim imprimir, vender ou trouxer: e os moldes, e aparelhos com que os fizer; e além disso incorrerá em pena de cinquenta cruzados, a metade para os cativos, e a outra ametade para quem o acusar. E mando a todas as justiças, a que este alvará for mostrado, e o conhecimento pertencer, que o cumpram, e façam inteiramente cumprir, e guardar como se nele contém: o qual hei por bem, que valha, e tenha força e vigor, como se fosse carta feita em meu nome, por mim assinada, e passada por minha Chancelaria, sem emprego da ordenação do segundo livro título vinte, que dispõe o contrário. Francisco Nunes de Pavia o fez Lisboa a 10 de Junho de 1588 anos. REI [D. Filipe II de Espanha, "I" de Portugal]" ("Cerimonial dos Sacramentos da Santa Madre Igreja de Roma Conforme ao Catecismo Romano", Lisboa, ano 1589)

Os atacantes do imaginado "absolutismo" (espantalho de criação liberal) por vezes não fazem mais que atacar a monarquia na sua forma tradicional, e não raramente dão vivas a alguns itens  do ideário liberal-maçónico do séc. XIX.

BIBLIOTECA ASCENDENS - difusão (XVII)

(continuação da XVI parte)

[para a requisição gratuita de obras, veja como, aqui]
 
980 - Biblioteca Histórica de Portugal, e Seus Domínios Ultramarinos: na qual se contém várias Histórias daquele, e deste Ms. e impressas em prosa, e em verso, só, e juntas com as de outros Estados escrita por autores Portugueses e Estrangeiros; Com um Resumo das suas Vidas, e das opiniões que há sobre o que alguns escreveram: dividida em quatro partes (...) dedicada ao Príncipe Nosso Senhor Regente do Reino D. João (...) (Lisboa, ano 1801) [Pt. - 560 páginas]
 
985 - Elucidário das Palavras, Termos, e Frases, que em Portugal antigamente se usaram, e que hoje regularmente se ignoram; obra indispensável para entender sem erro os documentos mais raros, e preciosos, que entre nós se conservam: Publicado em Benefício da Literatura Portuguesa, e dedicado ao Príncipe N. Senhor - II Tomo G a Z (Fr. Joaquim de Santa Rosa de Viterbo. Lisboa, ano 1799) [Pt. - 490 páginas]
 
987 - Ortografia ou Modo Para Escrever Certo na Língua Portuguesa. Com um tratado de memória artificial: outro da muita semelhança, que tem a língua Portuguesa com a Latina.... (Álvaro Ferreira. Lisboa, ano 1631) [Pt. - 59 páginas de cor. INCOMPLETO, continua no nº 988]
 
988 - Breves Louvores da Língua Portuguesa, com notáveis exemplos da muita semelhança, que tem com a língua Latina. Dirigido a Dom Manuel d'Eça etc. (Álvaro Ferreira de Vera. Lisboa, ano 1631) [Pt. - 13 páginas de cor. CONTINUAÇÃO do nº 987]
 
989 - Ortografia da Língua Portuguesa (João Franco Barreto. Lisboa, ano 1671) [Pt. - 300 páginas de cor]
 
990 - Regras da Língua Portuguesa, espelho da língua latina... (Pe. Dom Jerónimo. Lisboa Ocidental, ano 1725) [Pt. - 200 páginas de cor]
 
991 - Ortografia da Língua Portuguesa (D. Luís Caetano de Lima. Lisboa Ocidental, ano 1736) [Pt. - 120 páginas de cor]
 
992 - Ortografia, ou Arte de Escrever, e Pronunciar com acerto a Língua Portuguesa para uso do excelentíssimo Duque de Lafões pelo seu Mestre João de Morais Madureira Feio... (Lisboa Ocidental, ano 1734) [Pt. - 280 páginas de cor]
 
994 - Compêndio de Ortografia... (Fr. Luís do Monte Carmelo. Lisboa, ano 1767) [Pt. - 810 páginas de cor]
 
996 - Dicionário Português, e Latino... oferecido ao Rei Fidelíssimo D. José I Nosso Senhor ... (Carlos Folqman. Lisboa, ano 1755) [Pt. - 400 páginas]
 
999 - Memórias de Literatura Portuguesa, publicadas pela Academia Real das Ciências de Lisboa - VIII Tomo, I Parte (Lisboa, ano 1812) [Pt. - 420 páginas]
 
1001 - Memórias de Literatura Portuguesa, publicadas pela Academia Real das Ciências de Lisboa - VII Tomo (Lisboa, ano 1806) [Pt. - 420 páginas]
 
1007 - Origem e Ortografia da Língua Portuguesa ... (Duarte Nunes de Leão. Lisboa, ano 1784) [Pt. - 370 páginas]
 
1012 - A Divina Comédia - Purgatório (Dante Alighieri. São Paulo, ano 2003) [Pt. - 290 páginas]
 
1015 - Gramatica da Língua Portuguesa (Fernão de Oliveira. Portugal séc. XVI ?) [Pt. -
40 páginas de cor]

1016 - Origem e Ortografia da Língua Portuguesa ... (Duarte Nunes de Leão. Lisboa, ano 1606) [Pt. - 80 páginas de cor]

1017 - Ortografia da Língua Portuguesa... (Duarte Nunes de Leão. Lisboa, ano 1576) [Pt. - 80 páginas de cor]

1018 - História da Província Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasílica.. (Pero de Magalhães de Gândavo. Ano 1576) [Pt. - 95 páginas]

1019 - Cerimonial dos Sacramentos da Santa Madre Igreja de Roma Conforme ao Catecismo Romano ... (Lisboa, ano 1589) [Pt. - 170 páginas]

(continuação, XVIII parte)

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